MÍSSIL BRASILEIRO REABRE DEBATE SOBRE SOBERANIA EM DEFESA
O Exército testou o MAX 1.2 AC na Marambaia. Neste ensaio, o míssil atingiu um alvo a 2,5 km. O dado importa, mas o ponto maior é outro: defesa nacional não se mede só por compra de arma.
O MAX envolve Exército, CTEx, CAEx e indústria brasileira. Isso coloca o debate no lugar certo: sensores, guiagem, manutenção, produção e evolução tecnológica também são poder.
Quando um país compra um sistema fechado, pode ganhar capacidade imediata, mas também herda dependência: peças, software, autorização, treinamento e reposição. Em defesa, o fornecedor nunca é neutro.
Por isso, o MAX 1.2 AC é mais que um míssil anticarro. Ele mostra que o Brasil pode desenvolver tecnologia sensível, mas precisa transformar projeto em escala, estoque, doutrina e cadeia industrial.
A pergunta estratégica é simples: o Brasil quer só comprar defesa ou produzir autonomia? Soberania militar começa quando o país controla tecnologia, manutenção e decisão de uso.