O Brasil perdeu 37% das suas agências bancárias em dez anos. Hoje são pouco mais de 14 mil unidades, e 638 municípios ficaram completamente sem atendimento físico desde 2015, afetando 6,9 milhões de pessoas. Enquanto 75% das transações já acontecem pelo celular, idosos, moradores de zonas rurais e pessoas sem acesso à internet ficam cada vez mais desassistidos.
Os bancos, por sua vez, não estão em dificuldade: estão mais lucrativos do que nunca. O que mudou é para quem eles querem servir. As novas agências conceito, como o WorkCafé do Santander e o Espaço Uniclass do Itaú, são projetadas para clientes de alta renda, com cafeterias, consultoria de investimentos e design de boutique.
Enquanto isso, nos EUA, os maiores bancos caminham na direção oposta: o JPMorgan anunciou a abertura de mais de 160 novas agências em 2026, incluindo em comunidades rurais e de baixa renda.