Muita gente diz que o clube de coração é quem te escolhe.
Mas como o Fluminense, lá do Rio de Janeiro, foi me escolher no interior da Bahia, numa cidade tão pequena?
Bom… ele deu o seu jeito.
E o caminho foi você, vô.
Você saiu daí, ainda jovem, lá na década de 50, pra tentar a vida no Rio.
E foi lá que encontrou um amor que levou para sempre.
Num Fla-Flu, encantado pelo grande Castilho, escolheu o Fluminense e nunca mais soltou.
E naquela mesma época, um detalhe virou história: o meia-esquerda Robson acabou eternizado anos depois, quando o senhor deu esse nome ao seu filho, o meu pai.
Esse amor atravessou o tempo.
Passou pra meu pai, chegou até mim e ao meu irmão…
e virou a nossa ligação.
Estava nas conversas de todo dia, nas reclamações, nas zoações, nas alegrias.
Estava em tudo.
E esteve também naquele 4 de novembro de 2023.
O dia da nossa glória eterna. Dia que recebi essa foto sua. E que bom que o senhor esteve presente para acompanhar.
Hoje, vô, fica o meu agradecimento.
Por ter escolhido o nosso Fluminense e, sem saber, ter escolhido também esse pedaço tão importante na minha vida.
Vou lembrar de você com carinho em cada jogo que eu assistir.
E assim será. Até algum dia, “Véi Quinho”.