Os acontecimentos que tenho observado nos Estados Unidos fazem-me questionar se o bem e o mal existem realmente como princípios objetivos ou se, no fim, tudo acaba por ser determinado pelo poder e pelo dinheiro. Quando vemos certas situações acontecerem sem consequências aparentes, surge a sensação de que os limites éticos e morais foram ultrapassados há muito tempo. O que mais inquieta não é apenas o que acontece, mas a aparente normalização desses acontecimentos, como se tudo fosse aceitável ou inevitável.
Isto leva-me a refletir sobre a natureza das sociedades modernas será que a justiça, a verdade e os valores humanos continuam a ser os pilares que orientam as decisões coletivas, ou estarão cada vez mais subordinados a interesses económicos, políticos e estratégicos? Quando o poder parece prevalecer sobre a responsabilidade, torna-se difícil não sentir desilusão e até dúvida sobre os princípios que afirmamos defender.
Talvez a questão não seja se o bem e o mal existem, mas sim até que ponto estamos dispostos a reconhecê-los e a agir de acordo com eles quando entram em conflito com interesses, influência ou riqueza. É precisamente nesses momentos que uma sociedade revela aquilo que realmente valoriza.