Didier Deschamps assume publicamente que "está tudo bem" defender-se mal e ter defeitos, desde que o objetivo seja entregue. Contra Senegal, pela milésima vez, provaram do que são capazes. Por muito, a favorita ao título.
Senegal fez um primeiro tempo exemplar. Bastou um ajuste, Michael Olise deixando de baixar para apoio e permanecendo próximo de Kylian Mbappé, para tudo entrar nos eixos.
Entendam: a França não quer controlar através da posse nem quer ser dona do melhor pressing. Quer apenas campo para correr. Dois zagueiros rebatedores e que controlam as costas somados à um meio-campista defensivo e basta. Toda a energia será focada no ataque.
O único ponto, e isso está bastante claro desde antes da Copa do Mundo: todo e qualquer caminho para a queda dessa equipe mora em Theo Hernández. Pelas muitas progressões ao ataque, mas, sobretudo, pelo teto defensivo.