Olá, fãs da LOUD.
Gostaria de compartilhar com vocês, de forma transparente, meus pensamentos e a direção que estamos tomando. Peço que leiam este texto até o fim, pois é um assunto importante e sinto que, como torcedores, vocês merecem essa clareza.
Para ser sincero, há alguns anos, como coach na LCK, eu passava por um momento de dúvidas sobre a minha carreira. Foi nesse contexto que recebi a proposta de vir para a LOUD, na reta final do Split 3. De início, admito que me faltava motivação e eu não tinha muita expectativa com o time. Com um elenco que misturava veteranos e estreantes, eu me questionava se realmente poderia fazer a diferença aqui. Os primeiros treinos só confirmaram essa insegurança.
Mas eu estava enganado. Ver a forma como o nosso jungler caçula absorveu cada feedback e o desejo de evolução de jogadores que já tinham uma carreira consolidada me surpreenderam. Foi aí que entendi: o Brasil era o lugar onde eu precisava estar, onde meu trabalho faria diferença. O orgulho de ajudar a elevar o nível dessa região reacendeu uma paixão que eu achei que tinha perdido.
Por isso, não tive dúvidas ao renovar com a LOUD. Eu acreditava no projeto e nos jogadores que tínhamos. Mesmo com as mudanças naturais de mercado, busquei reforçar o time com o Bull para somar ao trabalho que já fazíamos. Conseguimos ler o meta rápido e ser campeões da Copa CBLOL. Mas, como vocês sabem, o cenário competitivo muda e o jogo se tornou um desafio de força bruta e precisão. Nas últimas semanas, vivemos um momento difícil: a pressão por resultados gerou um peso extra, e o jogo em equipe acabou sendo comprometido pelo sentimento de que 'eu preciso resolver sozinho'.
Sobre os assuntos que têm circulado, quero ser direto: minha única prioridade é a vitória. Nomes ou origens não importam para mim, apenas a performance. Eu tenho um carinho gigante pelo Robo, pelo Gryffin e, especialmente, pelo Redbert, uma pessoa que confio e admiro muito. Mas, como treinador de uma organização que almeja o topo, preciso ser frio. Cheguei à conclusão de que, para o nível que buscamos, o momento atual exigia uma mudança. Foi uma das decisões mais dolorosas da minha vida, mas o Redbert, com o profissionalismo de sempre, entendeu a necessidade da equipe.
Quanto ao Bull e ao Youngjae, eles estão cientes de que, como estrangeiros, a cobrança é dobrada e eles precisam provar a cada jogo por que estão aqui.
A LOUD é um time que vive de resultados. Eu não cruzei o mundo para ser mediano; cruzei para vencer, por vocês. Sei que o momento gera dúvidas, mas estamos trabalhando incansavelmente para reverter isso.
Conto com o apoio de vocês para que possamos recompensar essa torcida com a vitória que todos nós desejamos,
Raise