É só isto.
Chega: O Terceiro Partido Socialista
O partido Chega adora apresentar-se como o bastião da "direita” – vá-se lá saber o que é isso?! – e do "contrapoder", mas na prática, revela-se apenas como o terceiro partido socialista do regime.
Sim, porque depois do PS1 e do PS2, temos agora o Chega, o PS3, a disputar o título de campeão do intervencionismo estatal.
Berram contra o "socialismo", mas foram rápidos a votar a favor da nacionalização da TAP. Afinal, não há nada mais "liberal" do que despejar milhões dos assaltados numa companhia falida, certo? Socializar prejuízos e proteger incompetentes é o verdadeiro caminho para a liberdade, segundo a nova cartilha do Chega.
Mas não se ficaram por aqui. Defendem um Estado policial reforçado, com mais agentes, mais armas e mais controlo. Livre porte de arma? Nem pensar, só para os bandidos oficiais.
Parece que o Chega não quer apenas uma TAP nacionalizada — querem também que cada português tenha um agente do Estado na sala de estar, a garantir que todos seguem as "boas maneiras".
E não nos esqueçamos do brilhante plano económico do partido: dizem que querem reduzir impostos e aumentar os gastos públicos ao mesmo tempo. Um truque digno dos melhores ilusionistas socialistas.
E o que dizer da sua visão paternalista sobre como as pessoas devem gastar o seu dinheiro? Quando o governo “devolveu” 100 euros anteriormente assaltados aos portugueses, o Chega indignou-se e quis ditar que esse valor não podia ser gasto em “putas e vinho verde”. Porque, claro, nada mais "liberal" do que o Estado mandar nas escolhas individuais.
Por este caminho, devem seguramente apoiar a Sr.ª Lagarde, que anda a sonhar com um Euro Digital para transformar o sistema financeiro num verdadeiro Big Brother financeiro — onde as "virtudes estatistas" serão recompensadas e qualquer comportamento considerado "desviante" será punido.
Quem sabe, talvez o Chega proponha um cartão do cidadão com códigos de conduta moral embutidos, para que cada euro gasto seja previamente aprovado pelos seus arautos da moralidade.
No final, o Chega revela-se como aquilo que realmente é: um PS vestido de "revolucionário", um PSD mascarado de "anti-sistema". No palco berram "liberdade", mas nos bastidores só sabem rezar pela expansão do Estado.
O Chega já tem pedófilos, já tem falsos heterossexuais, já tem ladrões de malas, por conseguinte, já atingiu a maioridade. Seguramente, já está preparado para governar, tal como os dois partidos socialistas.