O anzol do populismoย
Aprendi que, na vida polรญtica, (como em outras รกreas), quando se deixa um cargo, รฉ preciso saber โfechar portasโ, sem โestados de almaโ e com genuรญnos desejos de que, quem continua, seja bem sucedido. Isso implica criar afastamento; atรฉ relativamente aos populismos. Mas para tudo hรก limites.ย
Vem isto a propรณsito do discurso do Primeiro-Ministro na festa do Pontal, dizendo ย que, na saรบde, โo ponto de partida era muito mauโ e referindo que o governo anterior nรฃo tinha conseguido inaugurar nenhum hospital pรบblico.ย
Sim, รฉ verdade (vamos dar de barato que o โJoรฃozinhoโ nรฃo seja โum hospitalโ). Porque para se inaugurar um novo hospital รฉ preciso que alguรฉm faรงa muito trabalho antes: programa funcional, orcamentaรงรฃo, financiamento, concursos, resoluรงรฃo de impugnaรงรตes, decisรฃo sobre trabalhos a maisโฆย
Desejo muito que este Goveno possa concluir o trabalho antes iniciado - concluir a construรงรฃo do Novo Hospital de Lisboa Oriental, bem como lanรงar a parceria pรบblico privada do Novo Hospital do Algarve (e, jรก agora, inaugurar o Novo Hospital Central do Alentejo, sem desistir de continuar o processo do Hospital do Seixal). ร isso que nos distingue, Senhor Primeiro Ministro. A forma de entender a polรญtica.ย
Simplificar artificialmente a complexidade dos problemas que as polรญticas pรบblicas, hoje, enfrentam, nรฃo รฉ sรณ ter engolido o anzol do populismo - รฉ chamar-nos a todos parvosโฆ
#socialistsanddemocrats
#PartidoSocialista