Existem múltiplos sentidos no sacrifício de Isaque, todos muito difíceis de apreender. Deus já havia dado várias provas para Abraão. Portanto, o que percebemos logo, é que Abraão é chamado a confiar, pois o Senhor nunca faltou para com ele. Um chamado à obediência.
Já Hebreus revela que Isaque confiava, por lógica, que Deus ressuscitaria Isaque, pois lhe havia prometido grande descendência. É uma prova de confiança na promessa.
Além disso, uma outra mensagem é que maior que a dádiva do Filho, maior é a relação de Abraão com Deus. Ou seja, uma afirmação de que a bênção nunca é maior do que quem dá a bênção.
A fé é um exercício constante. E o exercício da fé já supera qualquer recompensa possível. Deus é o início e o fim.
Deus fazer a promessa de uma descendência numerosa para você, pedir para matar seu único filho e, após dar aos homens seu exemplo de obediência, poupar o filho e mandar parar a execução?
Pois é, não é “normal”, já que o estado de desobediência constante é o nosso normal.
Mas Deus nos ensina algo nessa narração: apesar da situação contraditória e amarga que lhe foi imposta, e que parece ofuscar as promessas e os cuidados de Deus, a sua obediência vale mais que uma rebeldia desesperançosa e que só gerará mais males. Portanto, seja obediente e confie na Providência, pois o seu cumprimento será recompensado, e sobre o mal passageiro permanecerá o bem efetivo.