A propósito de futebol. Muitos anos a viajar pelo mundo ensinaram-me a lidar com as diferenças horárias, o famoso Jet Lag. A regra básica que me habituei a seguir para recompor o meu ritmo circadiano (sono, apetite, temperatura do corpo, etc) era de um dia por cada hora de diferença horária. Voando para Oeste o dia da viagem era mais longo, portanto passava mais tempo acordado e isso tinha implicações a vários níveis, nomeadamente na fadiga. No dia seguinte acordava às 3 da madrugada e depois o sono, o apetite, os intestinos e tudo o mais iam gradualmente adaptar-se ao novo ritmo. Tudo isto para dizer que a seleção nacional de futebol parte amanhã para os Estados Unidos, ou seja, voa para Oeste. A diferença horária para Palm Beach, Florida, onde ficará baseada, é de 5 horas. Quer dizer que os jogadores irão precisar de 5 dias para acertarem os respetivos ritmos. Acontece que o primeiro jogo terá lugar ao quinto dia em Houston, Texas, que por acaso tem mais uma hora de diferença horária para Miami. Esta não será muito importante porque os jogadores não chegarão a adaptar-se mas conta para o total. Em resumo, serão 5 dias para recuperar de 6 horas de diferença horária. Para atletas de alta competição parece-me pouco mas de certeza que os médicos da seleção estudaram bem o caso e devem ter uma opinião bem mais otimista que a minha. Se ganharmos ao Congo ninguém se lembrará disto mas se perdermos... A foto foi feita na fábrica da Boeing em Seattle há muitos anos. Diferença horária de 8 horas para Lisboa só ilustrativa. Não interessa para o caso