No geral, o New York Knicks ganhando novamente é uma história muito legal para a NBA.
É a conquista do tamanho do maior mercado da liga, do tamanho da cidade e da arena que eles jogam, e estavam tão longe disso há algum tempo. Depois do título na década de 70, até tiveram períodos de competitividade, mas bateram na trave múltiplas vezes, e depois, administrações incompetentes fizeram eles virarem uma das piadas da NBA, mesmo com tanta tradição na liga. A nova administração, que chegou em 2020, voltou a colocar a franquia em um patamar alto.
Dentro dessa conquista do Knicks, são várias outras histórias legais.
O Jalen Brunson, que depois de chegar na cidade desacreditado por muitos, cresceu dentro da NBA, virou um dos melhores jogadores da liga, provou seu valor, começou a elevar o New York Knicks para um time sério de Playoffs, e depois disso, aceitou um desconto no contrato para formar um time com capacidade de ganhar o título. Aconteceu. Ele ganhou o título, liderou o time na corrida e entrou para história da franquia.
Junto com ele, os amigos da época do College, Mikal Bridges e Josh Hart, formaram um trio que também foi campeão atuando juntos por Villanova no Basquete Universitário. Mikal Bridges teve baixos durante seu período no Knicks, muitas vezes as derrotas do time com ele não aparecendo tanto, vinham com todos mencionando as 5 escolhas que o Knicks negociou para ter ele. Agora, na corrida do título, provou seu valor, provou o investimento, foi um verdadeiro "FUCK THEM PICKS".
Karl-Anthony Towns superou tanta coisa para chegar nesse momento. Obviamente, primeiro, e mais importante, o tanto que ele superou no âmbito pessoal com as perdas na pandemia. Força mental incrível para seguir em frente.
Depois, a forma como começou a crescer como jogador em cenários de Playoffs para responder às críticas feitas a ele, sobre se um time onde ele tem papel relevante, realmente teria condições de vencer um título.
Foi MUITO legal, acho que pra mim a história mais legal dos Playoffs, a forma como ele juntou as peças, nos dois lados da quadra, para se tornar o jogador que ele foi nessa corrida do Knicks. Teve seus baixos, mas a maioria foram altos, com ele ligado na defesa, fazendo a diferença, e muitas vezes sendo o ponto central de um ataque letal, envolvendo todos. Acho que lá atrás, as pessoas otimistas com o teto do KAT projetavam algo perto disso. A calma para processar o jogo, para manter a atividade e influência na defesa, chegou para acompanhar as capacidades físicas. Ele é um campeão da NBA.
OG Anunoby, que o Knicks foi buscar lá no Toronto Raptors, sem precisar ceder escolhas de 1ª rodada, mas abrindo mão de RJ Barrett e Immanuel Quickley, e depois deu a ele uma renovação contratual lucrativa. E valeu cada centavo, a peça perfeita. Tem impactado em vitórias desde o primeiro dia na franquia, um defensor incrível, com e sem a bola, além de um contribuidor eficiente no ataque, que joga no ritmo do time. O que ele fez nessa corrida, o game-winner no jogo 4... Impressionante. Knicks fez um BAITA negócio quando trouxe ele, e agora vai colhendo o maior dos frutos.
Mitchell Robinson, o único que ficou da última administração da franquia, o jogador a mais tempo na equipe. Sobreviveu todo esse tempo no Knicks, e como um jogador de impacto nos Playoffs. Não sabe bater lance livre, mas protege o aro e pega muitos rebotes, principalmente ofensivos, e essas são qualidades de valor, que ajudaram na corrida do Knicks.
Tantos outros. Landry Shamet, que não teria contrato com o time se não fosse a APOSENTADORIA do Malcolm Brogdon. José Alvarado, que cresceu como torcedor dos Knicks no Brooklyn, e eles foram buscar no Pelicans durante a temporada. Deuce McBride, o único outro além de Mitchell Robinson que foi draftado pela franquia entre os que participaram da corrida. Jordan Clarkson, o veterano que teve minutos reduzidos, não foi tão "peladeiro" e teve seus momentos de contribuição.