Olá, galera. Mais um split chega ao fim. E, com isso, queria compartilhar uma breve reflexão sobre os nossos resultados, os métodos que usamos para lidar com os problemas e também alguns bastidores para todos os nossos fãs.
Uma das coisas mais importantes após o fim do último split foi lidar com o burnout. Nos exigimos muito durante a Cup para manter a primeira colocação e, quando perdemos as duas séries dos playoffs, percebemos que grande parte dessas derrotas vinha justamente desse desgaste. Por isso, decidimos aproveitar a off-season para fortalecer o entrosamento da equipe, mas também para cuidar desse burnout.
Na volta, nosso principal objetivo era encontrar soluções para lidar melhor com situações de pressão e impedir que resultados negativos afetassem nossa mentalidade. Então, o verdadeiro desafio deste split foi encontrar maneiras de preservar o nosso mental enquanto continuávamos evoluindo dentro do jogo. Implementamos uma rotina semanal de treinos mais consistente, com uma quantidade específica de reuniões pré-scrim e atividades voltadas para uma preparação completa contra os adversários, sempre buscando manter a saúde mental do grupo.
Apesar da pausa e de todo o trabalho feito nos bastidores, nossa mentalidade dentro de jogo não mudou tanto quanto esperávamos. Fora do jogo estávamos em um bom momento, mas isso não se refletia nas partidas, algo que ficou evidente pelos nossos resultados no palco, especialmente na série contra a VKS. Em 27/04, buscando mudar a dinâmica estratégica da equipe, decidimos contratar o Curse. E, de fato, naquele momento houve uma mudança positiva dentro do grupo, com a nova identidade que trouxemos para o elenco.
Depois da mudança, passamos a acreditar que éramos um time top 2, e isso acabou subindo à nossa cabeça. Somado ao fato de termos alguns jogadores doentes na primeira semana dos playoffs, acabamos perdendo para uma Fluxo que foi melhor naquela ocasião. Usamos os 12 dias seguintes para corrigir todos os problemas e voltar mais fortes, apesar de algumas equipes não terem se disponibilizado a trocar parceiros de scrim para que todos pudessem treinar adequadamente. Por conta disso, tivemos que montar um MIX com vários jogadores para jogar contra nós, e sou muito grato a cada um deles por ter participado.
Depois de vencermos nossa primeira série da lower bracket contra a VKS, percebemos que nosso único inimigo éramos nós mesmos. Continuamos ganhando confiança tanto nos treinos quanto nos campeonatos. Até mesmo as derrotas nos treinos aconteciam porque estávamos testando novos confrontos, explorando nossos limites e tentando jogadas mais criativas e fora do padrão. Chegamos às finais nos sentindo muito fortes, mas a FURIA foi uma equipe extremamente disciplinada e controlada, que não nos permitiu jogar da maneira que normalmente gostamos. Foi um adversário incrível para enfrentar em uma final e um time excelente durante todo o split nos treinos.
Depois da derrota na final, nossa mentalidade não estava nas melhores condições. Nos cobramos muito, e não conquistar o título pesou bastante. Então, durante o EWC, estávamos tentando nos reorganizar e recuperar nossa antiga forma. Por isso, até a série contra a LOUD, estávamos jogando no máximo a 60% do nosso potencial. Felizmente, conseguimos nos recuperar contra VKS e RED, garantimos a vaga, e toda essa trajetória pela lower bracket foi uma grande jornada na luta contra o nosso maior inimigo: a nossa mentalidade.