Tudo o que apurei sobre a manifestação das Organizadas em frente à sede do Ceará e o que motivou o conflito entre a Polícia Militar e os torcedores.
O protesto seguiu “pacífico” até as 20h30, da noite de ontem, 26, quando, próximo ao fim da manifestação, houve desentendimento com a Polícia Militar e desencadeou a sequência dos eventos.
A informação é que a polícia, inicialmente, estava posicionada mais longe do protesto, depois, se posicionou mais próximo dos manifestantes. A equipe da PM delimitou um perímetro ao seu redor e solicitou a não aproximação dos manifestantes de onde estavam posicionados.
Alguns torcedores alegaram desconhecimento e se aproximaram de onde estavam os PMs para colar um cartaz em alusão ao presidente João Paulo. Os policiais usaram o spray de pimenta como forma de aviso.
A utilização do spray instigou os torcedores a responderem com arremessos de objetos, dentre eles, uma pedra que atingiu um tenente, e a polícia respondeu com bala de borracha como coerção e dispersão.
Na nota da assessoria da Polícia Militar, ainda alega-se que foram arremessados rojões dentro da sede e houve tentativa de derrubar o portão.
Os organizadores do protesto negam qualquer tentativa de entrar na sede e contestam a ação agressiva da Polícia Militar junto aos torcedores, onde tinham mulheres e crianças, acrescentando que a resposta violenta foi motivada pela ação individual do policial que usou o spray de pimenta.
A polícia ainda deteve quatro suspeitos e os conduziu ao 7º Distrito Policial, onde foi instaurado inquérito por portaria para apuração dos fatos relacionados à lesão corporal. Os quatro já foram liberados.
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