Hoje, o Senado vota um projeto de lei absurda que prevê punição - inclusive prisão para quem divulgar informações consideradas “sem comprovação científica” sobre vacinas.
É assim que começa, com o discurso de “combate à desinformação”, mas o que eles buscam é o controle sobre o que pode ou não ser dito.
Enquanto esse debate acontece em Brasília, existe uma história real que expõe o outro lado dessa história, que eles insistem em esconder e deslegitimar.
Essa entrevista foi gravada em 2022, Kleiton tinha 20 anos quando decidiu participar como voluntário no estudo clínico da vacina AstraZeneca/Oxford no Brasil. Saudável, com exames em dia, confiou na ciência.
Após a primeira dose, vieram os sintomas.Após a segunda, vieram as convulsões.Depois disso, o coma.
Mais de um mês entre a vida e a morte.
A família buscou ajuda e não foi atendida.O acompanhamento prometido no termo de consentimento não aconteceu.
Enquanto isso, a vacina avançava para aprovação global.
Hoje, em 2026, Kleiton continua esperando por justiça.Foi completamente abandonado pela farmacêutica, pelo grupo de estudo e arcou sozinho com as consequências de um quadro que mudou sua vida para sempre.
E agora querem estabelecer um ambiente onde casos como o dele possam sequer ser debatidos?
Isso não é ciência.
A ciência avança justamente pela investigação de eventos adversos, pela análise de exceções, pelo questionamento constante. A ciência não é um dogma.
E quando o Estado passa a definir o que pode ser dito, estamos diante de um poder que se sobrepõe à verdade.
E todo senador que vota a favor de um projeto que abre caminho para silenciar esse debate assume uma posição grave diante da liberdade e do próprio princípio científico.