Hoje, Peter Häberle completaria 92 anos. Poucos juristas exerceram influência tão profunda sobre o pensamento constitucional contemporâneo e sobre a própria compreensão da Constituição. Seu pensamento permanece vivo no Brasil, na América Latina e nos debates do STF.
Sua obra transformou a hermenêutica constitucional ao reconhecer que a construção do sentido da Constituição não pertence apenas aos tribunais, mas também à sociedade, às instituições e aos cidadãos.
Em tempos de intolerância e fragmentação como os atuais, o legado de Häberle ressoa com ainda mais força. Demonstrou que o populismo autoritário corrói a cultura de paz necessária à vida constitucional e democrática, inviabilizando consensos mínimos e enfraquecendo a convivência plural.
Hoje, tive a honra de participar do seminário “La cultura de la Paz en el pensamiento de Peter Häberle”, promovido pela UNED e pela Fundación Peter Häberle, ao lado de renomados juristas, como Francisco Balaguer, Raúl Gustavo Ferreyra, Cristina Méndez e Joaquín Esteve. Tenho a honra de ter convivido com esse grande mestre e amigo, cuja reflexão humanista seguirá iluminando gerações de constitucionalistas comprometidos com a dignidade humana, a democracia e a convivência entre os povos.