Recebo com indignação o vazamento criminoso de suposto pedido de afastamento do meu mandato, fundado em processo sigiloso ao qual jamais tive acesso ou ciência. Trata-se de uso indevido de dados protegidos, com clara finalidade de exposição seletiva e constrangimento público.
O que está em curso não é investigação legítima, mas vazamento direcionado com objetivo eleitoreiro, à margem da legalidade.
Causa ainda mais estranheza a proximidade entre o Procurador-Geral de Justiça e o Sr. Marcus Brandão, irmão do Governador, relação que precisa ser esclarecida à sociedade.
Para investigar possível aparelhamento de um órgão respeitável como a Procuradoria-Geral de Justiça, entrei com as medidas judiciais cabíveis. A sociedade maranhense exige respostas sobre a condução de casos sensíveis, sobre eventuais vínculos políticos incompatíveis com a independência funcional e sobre fatos maculam a confiança interna do próprio Ministério Público.
Diante da gravidade dos fatos, levarei o caso ao Conselho Nacional do Ministério Público. Confio na Justiça e não aceitarei perseguição política travestida de atuação institucional.
Minha trajetória pública ilibada de mais de 25 anos não será manchada por esse tipo de prática. O Maranhão não pode retroceder a um tempo em que instituições eram aparelhadas para fins de pressão política.