Distribuição da Renda Segundo A Direita
A campanha presidencial de 2026 deve girar em torno de um tema antigo, mas agora revestido de indignação moral: a má distribuição da renda, e a volta da luta de classes.
Volta a tese de revolucionários que precisamos “eliminar os bilionários”encabeçada pelo juventude comunista como Jones Manuel “precisamos taxar mais os ricos” de Fernando Haddad, e “precisamos eliminar a má distribuição da renda”, de José Dirceu.
Tudo atribuído a Direita e não aos últimos 32 anos de govermo de esquerda.
O ministro Fernando Haddad tem falado com frequência sobre os bilionários brasileiros e sobre como será preciso taxá-los “até a alma”.
Há, inclusive, um movimento mundial que questiona: por que precisamos de bilionários? José Dirceu tem sido claro ao afirmar que dois dos maiores problemas do Brasil são a má distribuição de renda e os juros elevados.
A argumentação da Direita nunca é apresentada, nem pelos candidatos da Direita, um absurdo.
Segundo a Direita a a má distribuição de renda é consequência direta da elevada carga tributária sobre o trabalhador.
Já atingimos um nível de taxação que chega a 54% da renda, se incluirmos os impostos embutidos em compras a prazo e nos programas de habitação popular, como o Minha Casa, Minha Vida.
Taxando neste nível, nossos pobres jamais constituirão reservas financeiras para o futuro, a segunda renda necessária para se tornar um milionário.
Outro ponto que a Direita deveria defender há mais de 70 anos, desde que Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo, é que o ajuste desse valor é uma mentira da esauerda.
Acordem, ela representa somente da metade do mínimo necessário para se viver no Brasil.
A desculpa da Esquerda, é que o Estado já oferece serviços grátis de de qualidade, como saúde, educacação e poupança para a aposentadoria.
O próprio governo, via IPEA, calcula que esse valor do salário mínimo justo seria de R$ 3.200. Mas no Brasil, você não pode escolher o seu médico ou plano de saúde, uma boa escola para seu filho, nem um fundo de pensão pago a partir dos 35 anos digamos, para uma certeza de aposentadoria que não temos.
Por quê a Esquerda mantém os salários mínimos abaixo do necessario ?
Para obrigar o trabalhador a depender do Estado , do SUS, do ensino público e da aposentadoria oficial. Se o salário mínimo fosse o que a verdadeira Direita propõem, ninguém usaria o sus, o ensino do estado, escolheriam o sistema de repartição socialista.
Assim, quem quiser um médico particular, uma escola privada ou investir sua poupança em um fundo atuarial de longo prazo não pode fazê-lo: precisa se contentar com o mínimo e com o que o Estado oferece.
A terceira distorção da renda pela Esauerda, segundo a Direita está na forma como o Estado trata os jovens entre 18 e 28 anos.
Nessa fase da vida, eles estão começando a trabalhar, ainda ganham pouco e precisam montar suas bases , moradia, móveis, transporte, vida própria.
Mesmo assim, são obrigados pela Esquerda a arcar com o mesmo peso tributário que os mais velhos, sustentando as despesas fixas do governo.
A verdadeira Direita propõe uma isenção de todos os impostos temporária por dez anos para seus filhos, jovens em início de carreira que deveriam ficar livres de todos impostos.
Não se trata de isentar “os pobres”, mas de dar fôlego a quem está construindo seu patrimônio inicial.
A lógica é simples: os pais, em média, ganham quatro vezes mais do que os filhos.
Se os mais velhos contribuíssem com 3% ou 4% a mais, o governo compensaria facilmente a perda, que não chegaria a 8% da arrecadação total.
Hoje, ao tirar quase metade da renda dos jovens, o Estado os empurra para o crédito.
Eles são obrigados a comprar tudo parcelado, geladeira, televisão, fogão , por isso os juros embutidos que passam de 25%. É um círculo vicioso: quem deveria estar aprendendo a poupar começa a vida devendo.