“Ainnnn, Bitcoin não é dinheiro porque é muito volátil.”
Primeiro, vamos a uma reflexão simples:
Se o ativo que você usa como dinheiro hoje pode ser confiscado por alguém que tem mais poder do que você, então aquilo que você chama de dinheiro não é dinheiro de verdade. É um instrumento de poder usado para te forçar a obedecer.
Vamos agora destrinchar o que você conhece como dinheiro.
O real nada mais é do que notas de papel que representam um número gravado em um banco de dados Microsoft SQL Server, sim, esse é o banco de dados que o Banco Central do Brasil usa. Esse número pode ser editado manualmente por qualquer pessoa que tenha credenciais. E essas credenciais estão nas mãos de funcionários públicos de tecnologia, altamente qualificados e, claro, imunes a qualquer tipo de corrupção, que constroem sistemas “à prova de furos” para que burocratas indicados pelo presidente decidam quais bancos podem alterar esse número.
Esses bancos, por sua vez, fazem o mesmo trabalho na iniciativa privada e te entregam um cartão de plástico bonitinho, junto com um sistema de internet banking que permite que você acesse o número que está gravado no banco de dados do seu banco, e lógico, uma chave PIX para saberem o quanto podem pegar de você. Isso é o que você chama de sistema.
E, na hora em que alguém com poder suficiente quiser confiscar o seu dinheiro, basta um único pedido. Todo mundo na cadeia obedece, porque ninguém quer ter o próprio dinheiro, cargo ou poder confiscado também.
Então o Banco Central e o real são, antes de tudo, instrumentos de poder e controle. Servem para te fazer obedecer, para roubar os frutos do seu trabalho, para fazer você trabalhar igual condenado durante décadas e, quando você não consegue mais trabalhar, te tratar como lixo dentro de um sistema de pensões montado em formato de pirâmide, onde você recebe apenas as migalhas que sobram do roubo praticado contra a classe trabalhadora.
Você reclama da corrida dos ratos, mas não olha para quem controla a rodinha onde os ratos correm. São os mesmos que te ensinaram no colégio que a forma de dinheiro deles é a correta. Você internalizou essa mentira como verdade absoluta. E, como tem um ego frágil que te controla, jamais consegue desafiar aquilo que aprendeu sobre dinheiro.
Esse é o seu racional: o racional de um escravo sadomasoquista, que adora levar chibatada e ainda critica qualquer um que tente tirar a chibata da mão do mestre.
Você é parte do problema. Todo mundo leva chibatada porque gente como você aplaude e valida o sistema. Você defende a própria coleira e ainda chama de “educação financeira” a cartilha que o seu dono te entregou.
Para você, votar na esquerda ou na direita é a solução para todos os seus problemas. De novo, porque você aprendeu essa porcaria com outros escravos dentro do sistema de ensino.
Sim, você não é apenas um escravo. Você também defende a escravidão.
Bitcoin, por outro lado, é inconfiscável quando usado corretamente. Ninguém com a chibata na mão pode tirar de você aquilo que não sabe que você tem. Isso é dinheiro, seu trouxa. Aprenda isso.
E quanto à volatilidade, a resposta é simples: existe um monte de imbecil comprando Bitcoin para ficar rico rápido, se deixando levar pelas emoções, comprando na alta e vendendo na baixa. A volatilidade é apenas a expressão de quantas pessoas compram e vendem Bitcoin movidas por medo, ganância e ignorância.
O resto é conversa para boi dormir.
Se você quer liberdade, a solução é usar Bitcoin em autocustódia, de forma privada.
Se esse texto te ofendeu, talvez seja porque você foi programado por um sistema de mentiras que te controla pelas emoções, da mesma forma que um boiadeiro coloca ordem no pasto. Você segue caminhando para o abate, defendendo o frigorífico e rindo de quem tenta abrir a porteira.
Eu não tenho dó de quem defende a própria prisão e ainda chama isso de civilização. Eu vou mesmo é saborear o churrasco feito do seu lombo macio, com sal grosso e cerveja.