A ANTT abriu a consulta pública da nova concessão da Malha Sul, que vai definir o futuro da ferrovia na região pelos próximos 30 anos. Para Curitiba, essa discussão precisa incluir uma solução para o trem de carga que corta a cidade ao meio.
"Curitiba não pode ser obrigada a conviver por mais 30 anos com um problema que a população enfrenta há décadas.
O trem de carga corta a cidade ao meio, fecha passagens, atrasa a vida de quem trabalha, estuda e precisa se deslocar todos os dias. É um problema que afeta a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida dos curitibanos.
Por isso fui a Brasília várias vezes e falei com clareza ao Ministério dos Transportes e à ANTT: Curitiba precisa ser ouvida. Não faz sentido discutir o futuro da ferrovia sem discutir também o futuro da cidade.
Somos favoráveis ao investimento, à modernização e ao fortalecimento da logística do Paraná e do Brasil. Mas não dá para chamar de avanço uma concessão que mantenha o mesmo problema pelos próximos 30 anos.
A solução passa pela retirada dos trilhos da área urbana e pela construção de um contorno ferroviário. É isso que Curitiba espera e merece.
Vou defender essa posição até o fim. Porque quem mora aqui sabe o tamanho do transtorno que o trem causa todos os dias.
Estamos abertos ao diálogo, mas uma coisa é certa: Curitiba não vai assistir, de braços cruzados, a uma decisão que impacta diretamente a vida da nossa população."