Criar conteúdo sobre vôlei tem se tornado cada vez mais difícil. A grande maioria das pessoas que trabalha com isso, cerca de 90%, faz por amor ao esporte, sem qualquer expectativa de retorno financeiro. O Portal, por exemplo, está presente diariamente no X/Twitter, no Bluesky (ainda) e no Instagram, levando informação para mais de 400 mil pessoas. Ainda assim, a monetização é inexistente. Esse é um problema importante, mas não é a principal pauta deste texto.
Quando iniciamos um projeto, a intenção é sempre evoluir. Com o tempo, corrigimos falhas, ajustamos processos e reconhecemos quando uma pauta ultrapassa o tom adequado em um momento de empolgação. Errar faz parte de qualquer construção. O mais importante é ter a capacidade de identificar os erros, analisá-los com responsabilidade e trabalhar para que não se repitam.
O que muitas vezes não é visto. é o enorme desejo de entregar mais, muito mais. Existem ideias, formatos e projetos inteiros engavetados por diversos fatores. O principal deles é a limitação imposta por quem administra o esporte em todas as esferas. Dentro de um ginásio, as possibilidades de produção são extremamente restritas. Nas redes, idem (um breve vocês saberão o motivo). Há pouco espaço para inovar, registrar e criar conteúdos que poderiam aproximar ainda mais o público do vôlei. Muitos acham que nós fazemos muito, mas isso não é nada perto do que gostaríamos de fazer.
Sabemos que existem regras e determinações, elas precisam e devem ser respeitadas. No entanto, quem contribui diariamente para divulgar, promover e manter o interesse pelo esporte nos mais diferentes lugares do mundo, também merece mais atenção, diálogo e um tratamento melhor.
Independentemente de você gostar ou não de fulano, do trabalho de determinado perfil, veículo ou criador de conteúdo, é preciso compreender a importância que cada um exerce dentro da comunidade do vôlei. Nem todo conteúdo será bem visto todos, mas sempre haverá alguém que se informa, se identifica e valoriza esse trabalho.
Fortalecer quem ajuda a manter o esporte vivo e relevante é, sem sombra de dúvidas, fortalecer o que nos move, o vôlei.
O objetivo desse texto não é atacar, tomar lado ou exigir alguma coisa, é apenas o retrato de uma realidade que muitos criadores vivem, e que pouquíssimas pessoas sabem.