conversei com o a Melina Saad e Marcelo Castilho no Mundioka da Sputnik Brasil
🗣📌💥 'Invadir, ocupar, destruir': brasileira narra à Sputnik vida dos libaneses sob ataques de Israel
📌 Considerado por organismos internacionais um dos países mais vulneráveis da região do Oriente Médio, economicamente e socialmente, o Líbano vem enfrentando uma crise humanitária sem precedentes, devido aos bombardeios contínuos de Israel. Mais de 1 milhão de pessoas tiveram que abandonar suas casas, em um país com 6 milhões de habitantes.
🔊 A situação de calamidade da população libanesa é detalhada pela jornalista do site de notícias Opera Mundi Stefani Costa em entrevista ao podcast internacional, no programa desta quarta-feira (10).
🇧🇷 A correspondente brasileira conta que já havia estado no Líbano em 2024, quando houve uma série de confrontos entre Israel e Líbano e o que mais lhe impressionou ao voltar à capital, Beirute, foi a crise humanitária com a qual se deparou.
📊 O número de pessoas vivendo em tendas improvisadas, nas ruas, em abrigos públicos, espaços religiosos e universidades não para de aumentar, comenta: "Você encontra muita gente em situação de rua e em situação de vulnerabilidade", lamenta.
👉 Os subúrbios do sul de Beirute, focos dos ataques de Israel, têm cerca de 800 mil pessoas. São bairros densamente povoados, com forte presença de imigrantes de vários lugares do mundo, inclusive muitos brasileiros, esclarece ela.
❗️ A correspondente também desmente as declarações de Israel de que os pontos bombardeados são específicos, contra alvos do grupo Hezbollah.
📍 Na semana passada, ela fez uma reportagem com crianças que sofreram ataques e bombardeios e estavam hospitalizadas, em um hospital que também sofreu bombardeios israelenses.
💬 Para a jornalista foi graças à defesa da resistência libanesa com o apoio do braço armado do Hezbollah que Israel não avançou mais e matou mais no sul do país.
🔊 Segundo Costa, ser brasileira ajuda muito o trabalho de entrevistas e investigação no Líbano, onde diz ser muito bem recebida tão logo informa sua nacionalidade.
"Em momento algum, me senti reprimida, pressionada.
© AP Photo / Hassan Ammar