Veja os destaques do Informativo Semanal de Economia Bancária (ISEB) da Febraban, com a economista Jessica Martins.
O PIB do primeiro trimestre de 2026 mostrou uma economia em reaceleração, com crescimento de 1,1% em relação ao quarto do ano passado. No comparativo trimestral, a retomada da atividade foi influenciada pelo bom desempenho da indústria extrativa e pela construção civil. Na ótica da demanda, o resultado foi marcado pela retomada da expansão do consumo das famílias, que avançou 1,0%, com benefício da isenção do IR e manutenção da taxa de desemprego próxima das mínimas históricas. Já o mercado de trabalho (IBGE/PNAD) segue resiliente, com a taxa de desemprego em 5,8% no trimestre encerrado em abril, embora tenha mostrado sinais de acomodação.
O IPCA-15 subiu 0,62% em maio, registrando a maior alta para o mês desde 2016. O indicador foi pressionado pelo avanço dos preços dos alimentos, com alguma piora em métricas e núcleos importantes para a condução da política monetária. No acumulado em 12 meses, o índice acelerou de 4,37% para 4,64%, voltando a ultrapassar o teto da meta (4,50%).
O Banco Central divulgou as estatísticas de crédito de abril, com expansão de 0,3% do saldo da carteira total no mês de abril. O avanço foi puxado pela carteira destinada às famílias ( 0,6%), com impulso maior vindo dos recursos direcionados, em função do crédito imobiliário. Já a carteira destinada às empresas registrou ligeiro recuo no mês (-0,1%). Na comparação anual, o crédito desacelerou para alta de 9,3% (ante 9,8%).
Após uma semana movimentada, a agenda doméstica de indicadores será relativamente enxuta em função do feriado de Corpus Christi na quinta (4). Os destaques estão concentrados nesta quarta (3). O IBGE divulga a produção industrial de abril, que deve registrar a 4ª alta seguida do setor, enquanto a Secex divulga a balança comercial, que deve voltar a apresentar superávit elevado em maio.
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