A ciência brasileira está mostrando como se faz o combate às espécies exóticas invasoras na era digital. Pesquisadores da ESALQ/USP, em Piracicaba, criaram um projeto pioneiro que cruza sensoriamento remoto, Inteligência Artificial e ciência cidadã para rastrear e erradicar a Leucena (Leucaena leucocephala), uma das plantas mais destrutivas para a nossa biodiversidade.
☠️ O "Veneno" Silencioso da Leucena
Não se deixe enganar pelas flores delicadas. A Leucena é classificada pela IUCN como uma das 100 piores espécies invasoras do mundo, e os motivos são devastadores. Além de crescer até 3 metros em um único ano e produzir uma quantidade absurda de sementes, ela possui um efeito alelopático. Na prática, a árvore libera substâncias químicas no solo que funcionam como um herbicida natural contra outras plantas, impedindo a germinação e regenerando da nossa flora nativa ao seu redor.
🤖 LiDAR e Redes Neurais na Floresta
Na engenharia florestal moderna, para controlar uma invasão em larga escala, precisamos enxergar o inimigo de cima. O projeto utiliza drones para captar imagens multiespectrais de altíssima resolução (25 cm) e tecnologia LiDAR (pulsos de laser que criam modelos 3D do relevo e da copa). Com esses dados, as Redes Neurais Convolucionais (Deep Learning) fundem as imagens ópticas com a modelagem 3D para segmentar e classificar automaticamente onde a Leucena está dominando a paisagem, gerando mapas precisos para as prefeituras agirem.
🤝 Ciência Cidadã: A Máquina Precisa de Você
A grande sacada do projeto estruturado por Matheus Siqueira Barros e pelo Prof. Dr. Matheus Pinheiro Ferreira é que a Inteligência Artificial precisa de humanos para "aprender" a reconhecer a árvore. Através da plataforma
leucaena.earth, qualquer voluntário pode participar do crowdmapping, desenhando máscaras digitais sobre as copas das árvores nas imagens de satélite e treinando os algoritmos que vão proteger as nossas matas.
Saiba mais através do link:
florestalbrasil.com/ia-cienc…
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