Há seis meses desenhei com muito carinho e cuidado com os detalhes esse modelo de SAF pro SPFC, ainda inédito dentre os clubes brasileiros.
O clube manteria 2/3 do controle, abriria 1/3 do capital pra atacar o problema latente do endividamento, transformaria sua cultura gestora passando a ter um Conselho de Administração que estivesse acima de toda a diretoria executiva.
Modelo participativo e mais democrático, permitindo num primeiro momento que cem mil torcedores comuns que não são ricos integrassem um pool de acionistas minoritários e assim votassem nas questões importantes do clube, tal como ocorreria com o pool mais robustecido economicamente de investidores pessoas jurídicas que chegariam não só com capital investido mas principalmente aportando conhecimento e experiência.
Evidentemente que não seria pra já. O clube precisa nesse primeiro momento se colocar eticamente e profissionalmente minimamente nos trilhos, mas daria para colocar em prática em poucos anos.
Disso dependeria a mudança de mentalidade de muitos conselheiros que em pleno 2026 ainda são extremamente elitistas e conservadores e não querem o torcedor ou terceiros de modo envolvidos nos processos decisórios de rumos do clube.
Como a partir de 2027 tributariamente as SAF's passarão a ter vantagens em relação ao modelo associativo, ante os últimos regramentos aprovados no país, mais um ponto pra se pensar no assunto concomitantemente com uma retomada administrativa verdadeiramente profissional no modelo hoje vigente.
Enfim, como desde 2019 venho estudando muito esses assuntos e tentando apontar caminhos, convido mais uma vez a leitura desse, incluindo todo o fio, pois cada detalhe importa.
Mais que tudo, vejo no momento algo muito bom que é uma mobilização coletiva para avançarmos com todos envolvidos nesse processo de mudança no clube, gente de dentro, torcedores, movimentos, organizadas e imprensa.
Salve o Tricolor Paulista.
O futuro do SPFC tem nos preocupado.
Os prejuízos maiores a cada ano e o endividamento de 1 bilhão já abalam sua competitividade.
Tenho pensado alternativas e nesse fio trago um modelo de SAF com o clube mantendo 66,5% do controle acionário e atacando de imediato a dívida.
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