Escritor. Tradutor. Mestre em ciência política (UFSC). Advogado. Youtuber. Não tenho vínculo partidário. Vídeos e artigos na Linktree⬇️

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17 Nov 2025
PROMOÇÃO DE ANIVERSÁRIO! Logo mais será aniversário de 01 ano de lançamento do liveo "Hitler: Anticapitalista e Revolucionário", do Dr. Rainer Zitelmann, que tive a honra de traduzir, prefaciar e anotar. A obra é paradigmática na historiografia e, no Brasil, a primeira e única que trata do pensamento político, econômico e social de Adolf Hitler. Trata-se, portanto, de um livro essencial para se entender o hitlerismo a uma parte importante do século XX. Livro em promoção na Amazon. Link⬇️
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Saiu meu ep no novo podcast do Alta Linguagem do @daniel_miorim o Quebrando Pontes. Ele me desafio a mostrar algumas perspectivas alternativas de interpretação dos regimes totalitários, Napoleão, o Iluminismo e suas relações com o liberalismo e o socialismo e, claro, o brasil do Lula. Link da conversa no comentário⬇️
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Foto do funeral do "filósofo do fascismo" e coautor da "Doutrina do Fascismo", Giovanni Gentile, na basílica de Santa Croce em Florença, dias após ter sido assassinado pelo partisan comunista Bruno Fanciullacci. No dia 15 de abril de 1944, Gentile havia ido à penitenciária no centro de Florença para advogar pela soltura de partisans comunistas que haviam sido presos e torturados pela polícia da República Social Italiana (RSI), o Estado fantoche dos nazistas no norte da Itália. Ao voltar para sua casa, seu motorista parou o carro em frente ao portão e, enquanto aguardavam abri-lo, três homens rapidamente surgiram e alvejaram o veículo com vários tiros. Um dos membros do grupo, o jovem partisan comunista Bruno Fanciullacci, acertou um tiro em cheio no coração de Gentile, matando-o instantaneamente. Gentile, àquela altura da desastrosa guerra, havia se tornado tão odiado por vários setores tanto do fascismo quanto do nazismo, que, antes da verdade vir à tona, muitos achavam que ele havia sido assassinado por outros fascistas. Gentile angariou muito ódio do regime nazista porque se negou a seguir as ordens de expurgos de judeus do Partido Nacional Fascista (PNF), e até ajudou pessoalmente vários deles a fugir para outros países, como o professor Paul Oskar Kristeller, que acabou dando aulas na Universidade de Columbia em Nova York nos anos 50 para A. James Gregor. De qualquer modo, Gentile foi enterrado com honras de Estado aprós uma procissão pela cidade de Florença que juntou milhares de pessoas que respeitavam o falecido pedagogo e filósofo. Gentile ganhou sua tumba ao lado de Maquiavel e Galileu, onde permanece até hoje. Pode parecer confuso, mas Gentile não é uma figura odiada ou "cancelada" na Itália de hoje, pelo contrário: ele é muito respeitado como um importante filósofo e pedagogo italiana, e sua filosofia idealista - profundamente influenciada por Hegel, Fichte e Marx - é extensivamente estudada na academia italiana. Suas reformas pedagógicas, realizadas quando ele foi o Ministro da Instrução Pública do primeiro governo Mussolini em 1923, foram muito populares e permaneceram em vigor até meados dos anos 2000.
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O Estado brasileiro arrecada quase 1 Elon Musk de dinheiro por ano e o partido que você apoia, o PT do Lula, teve mais de 20 Elon Musks de grana e não conseguiu nem acabar com a fome, a sede e as doenças do Nordeste. Tu não entende nada e só passa papelão nessa comissão aí que tu finge presidir. Como dizia o véio Olavo: Cala a boca burra.
Um único ser humano acumulou mais de um trilhão de dólares em patrimônio. Um patrimônio capaz de acabar com a fome, a sede e as doenças do mundo. Mas nem a cura pra calvície Elon Musk financiou. Isso é sintomático dum sistema econômico no qual a acumulação é o objetivo em si. Os donos do sistema exploram a terra e a mão-de-obra humana pra acumular poder econômico e, então, usar esse poder econômico para acumular ainda mais poder econômico. É uma corrida de ratos, soltos em uma ilha com recursos abundantes, interessados apenas em consumir até que nada reste. Essa ilha é o nosso planeta, e está na hora dos seus habitantes pegarem a vassoura.
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Óbvio. Que tipo de bandidinho de rua vai peitar gente com recursos para se proteger e se defender? Idiota é você que acha que bandido tem algum tipo de consciência de classe e se importa com os trabalhadores. Só querem saber de dinheiro e poder, nada mais, e nenhum discurso tosco e vazio sobre a "desigualdade no capitalismo" o demoverá de suas inclinações egoístas, violentas e avarentas. O bandido é o pior inimigo da classe trabalhadora e ela só se livrará desse mal quando o armamento civil for uma realidade. Aí o trabalhador irá proteger seus bens, propriedade e família da bandidagem urbana: o poder de exterminar o bandido é o único que ele respeita.
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Comentário que recebi na dm do meu Instagram. Essa pessoa começou me acusando de ser um "apologista de Hitler", isto é, um prosélito da ideologia nacional-socialista cujo objetivo é espalhá-la, divulgá-la e defendê-la. A prova disso? Minha página tem "muito ele [Hitler]", que eu tenho "fascínio por ele [Hitler", porque há muitos "comentários absurdos nazistas que adoram minha página" - mentira, eu bloqueio os que vejo e, na maioria das vezes, esse pessoal não gosta do que eu falo sobre Hitler -, e dou "ibope para um psicopata [Hitler]". Não é necessário muito poder cognitivo para perceber que ensinar história de um tema polêmico com personagens polêmicos não é ser prosélito da ideologia e dos personagens, mesmo porque não falo apenas de Hitler e do nazismo. Pessoas com essa incapacidade de distinção geralmente confundem seus valores pessoais com a necessária objetividade requisitada para quem estuda a história e a política e, num movimento de projeção inconsciente, acusam os outros de serem tão imparciais e incapazes quanto elas. Ainda, já de antemão, a pessoa me negou qualquer possibilidade de defesa ou explicação, já que negar a acusação, segundo ela, é inútil. O veredito já havia se formado na cabecinha dela e, portanto, os princípios básicos da justiça e da busca pela verdade, como o direito a defesa, o contraditório e a produção probatória, foram descartados. Dessa forma, novamente de maneira inconsciente, a pessoa que me acusou de ser um prosélito de uma ideologia totalitária atuou como um promotor soviético me condenando politicamente devido ao seu desgosto pessoal. E o mais engraçado é quando, diante dessa mensagem horrorosa e imbecil, respondi de maneira científica e objetiva a chamando do que ela é - ignorante - e que não havia nada que eu pudesse fazer diante da condenação peremptória e inapelável que me foi imposta senão bloqueá-la, a pessoa ainda se mostrou impressionada: "Nossa", já se posicionando para se colocar no papel de vítima de uma condenação injusta do tipo que ela mesmo havia feito contra mim. Novamente, projeção. Para finalizar, essa pessoa que não tem nada a ver com o estudo da história, da política ou das ciências humanas - o perfil era de uma confeitaria -, ainda tentou ditar como um assunto como esse deveria ou não deveria ser estudado, porque, talvez num reflexo de síndrome de Dunning-Kruger, sua incapacidade de reconhecer sua própria incapacidade se tornou a prova de que ela é capaz de fazer tal julgamento. É impressionante como uma pequena mensagem de apenas 8 linhas pode conter e revelar tantos erros, vieses e limitações cognitivas de uma pessoa, e por isso decidi usá-la como conteúdo pedagógico: Não seja essa pessoa; não seja um ignorante.
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A Etiópia teve um governo marxista radical sob Mengistu durante quase 20 anos, e suas políticas de coletivização forçada desgraçaram tanto o país que até hoje não se recuperou. Em verdade, às vezes penso que o marxismo foi uma filosofia europeia conjurada especificamente para manter os povos periféricos do mundo na pobreza e subjugados mesmo depois que a colonização acabou. No caso da África, funcionou muito bem: nenhum país que passou por uma revolução ou governo de cunho marxista saiu da pobreza, mas se tornou, além de famélico, extremamente autoritário e ditatorial. O único país africano que está se desenvolvendo e se tornando uma potência tecnológica no continente é Botswana, que milagrosamente conseguiu manter uma democracia multipartidária estável desde sua independência em 1966. O marxismo foi a invenção europeia mais eficiente para manter os concorrentes na periferia subjugados, pobres e atrasados.
🇪🇹 Marx, Engels, Lenin in Ethiopia, 1970s.
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De toda a macabra história soviética, um personagem sempre me chamou muito a atenção: Naftaly Frenkel. Por dois motivos: Ele, um judeu, foi o arquiteto dos métodos de administração que culminaram na morte de milhões de presos nos infames Gulags, e sua relativa obscuridade. Como que um homem com tanta influência e poder sob Stálin ainda hoje é uma figura mercurial? Frenkel é uma figura muito estranha e até hoje não se sabe da onde veio. Solzhenitsyn afirma que ele era um "judeu turco de Constantinopla", e muito provavelmente era mesmo judeu, mas não se sabe de onde. Outros afirmam que veio da Ucrânia; outros, da Hungria, ou Áustria e até mesmo tentaram traçar sua origem na Suécia. Enfim, provavelmente um judeu que nasceu em Haifa em 1883, então parte do Império Otomano. Estabeleceu-se em Odessa, na Ucrânia, e se tornou um próspero comerciante. Frenkel foi uma figura notável por isto: sua habilidade extraordinária de perceber oportunidades, o que o levou à Rússia de Lênin em 1923, durante a famosa NEP, para vender e trocar mercadoria. Por algum motivo desconhecido, Frenkel foi preso ao tentar volta a Odessa, sob a acusação de "tentar cruzar a fronteira ilegalmente". Seu grupo foi sentenciado à morte, mas apenas a sentença de Frenkel foi comutada para trabalho nos campos de concentração. O resto foi fuzilado. Até hoje não se sebe por que apenas Frenkel foi poupado e enviado aos recém-abertos Gulags. No arquipélago de Solovetsky, de Solzhenitsyn tirou o nome de seu famoso livro, Frenkel percebeu que os campos soviéticos eram extremamente desorganizados. Segunda conta a lenda, Frenkel ficou extremamente irritado com a desorganização e ineficiência econômica do campo e, irado, escreveu uma longa carta relatando inúmeras possíveis melhorias que poderiam salvar o campo em recursos e maximizar suas capacidades (lembrem-se, ele supostamente fez ainda na condição de prisioneiro). Frenkel botou sua carta no local de missivas para as autoridades e deixou ali, sem expectativas. Contudo, alguns dias depois, ele foi chamado por Genrikh Yagoda, então chefe da OGPU, um órgão da administração da nascente polícia secreta, a Cheka. Ygaoda ficou impressionado com as sugestões do prisioneiro Frenkel e o chamou para conversar. Foi o início da ascensão meteórica de Frenkel. Yagoda acatou as sugestões de Frenkel e lhe concedeu alguma autoridade para implementá-las, claro, ainda sob sua supervisão. A ideia de Frenkel ficou conhecida como o "Sistema de alimentação", e foi o que tornou o sistema prisional soviético na infame máquina mortífera que conhecemos. Sendo conciso, Frenkel eliminou a distinção entre criminosos comuns e presos políticos. Ele abandonou o trabalho agrícola não lucrativo e os programas de reeducação, priorizando apenas o trabalho produtivo, como construção de estradas e extração de madeira. A recompensa era comida, e o sistema era simples e cruel: quem superasse sua cota diária de trabalho recebia uma porção extra de alimento; quem produzisse menos tinha sua ração reduzida. Ainda mais crucial, Frenkel dividiu os prisioneiros em três categorias: 1) os aptos para trabalho pesado; 2) os capazes de trabalho leve; e 3) os prisioneiros com deficiências. Cada grupo recebia tarefas e cotas diferentes a cumprir, e era alimentado de acordo. Havia diferenças drásticas entre as porções dos prisioneiros que dependiam do resultado que entregavam. A consequência óbvia aconteceu: com o tempo, os prisioneiros saudáveis sobreviviam mais, enquanto os fracos ficavam ainda mais debilitados e morriam de fome. Sob a gestão de Frenkel, a produtividade tornou-se o único princípio que importava no campo. Quanto mais o preso trabalhava, mais comia, e vice-versa. Em verdade, foi uma aplicação sinistra e literal do adágio bíblico, mas politicamente utilizado por Lênin no seu "O Estado e a Revolução": quem não trabalha, não come. O princípio do lucro, antes tachado de "burguês", tornou-se o critério meritocrático de vida e morte para os presos do regime soviético. Por causa do sucesso de Frenkel em levantar a produtividade do campo de Solovetsky em pouco mais de um ano, sua reputação e fama alcançaram o topo de hierarquia soviética. Stálin mandou Lazar Kaganovich chamar Frenkel para uma conversa e ficou impressionado com as aparentes habilidades organizacionais do administrador. A partir daí, Frenkel foi o chefe de várias obras públicas como o canal de navegação que conectaria o Mar Branco ao Mar Báltico - que ceifou 12 mil trabalhadores durante a construção -, e se tornou figura relevante na alta hierarquia soviética. Sobreviveu aos expurgos stalinistas e a guerra e morreu por volta de 1960 em Moscou. Até hoje há muita pouca informação sobre a vida e o impacto que Frenkel teve em moldar o stalinismo num dos sistemas mais assassinos de toda a história humana.
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Foto de Adolf Hitler sentado com seus ministros, Joseph Goebbels e Otto Dietrich, revisando documentos relativos à imprensa internacional. Embora Hitler e Goebbels sejam bem conhecidos, Dietrich não, o que é uma infelicidade histórica. Jacob "Otto" Dietrich foi um jornalista que trabalhou em Munique durante a ascensão do Partido Nazi e, em sua posição, frequentemente concedia atenção a Hitler em seus periódicos a ponto de se tornar amigo do futuro Führer e ter se juntado ao Partido em 1929. Em 1931, Dietrich se tornou o Chefe de Imprensa do Partido Nazi - e depois do regime -, cargo que manteve até o colapso em 1945. Dietrich é um personagem relativamente obscuro mas muito importante, porque, além de ser um excelente jornalista e administrador, foi quem Hitler utilizava para controlar as ambições de Goebbels. O "Estado do Führer" após 1933 se caracterizava por uma consciente falta de delimitação das jurisdições dos Ministérios, de modo que o Ministério de Propaganda de Goebbels frequentemente conflitava com o Ministério da Imprensa de Dietrich. Isso era tudo de caso pensado, e Hitler se beneficiava porque mantinha a posição de árbitro entre seus sátrapas e os jogava em frequentes conflitos que limitavam suas ambições pessoais. O caso mais notório é a influência sobre o jornalismo oficial do regime. Goebbels queria estender sua jurisdição sob o controle do jornalismo oficial e, portanto, o poder de ditar a linha jornalística do regime e quem poderia atuar como jornalista. Dietrich, por ser o Chefe de Imprensa, embora mais voltado para o internacional, igualmente desejava tal poder. Hitler, astutamente, nunca resolveu decisivamente esse conflito, mas jogava a incumbência hora para Josef, hora para Dietrich, a depender da questão. Dietrich ficou notavelmente mais influente e poderoso que Goebbels a medida que o regime empreendeu sua expansão para o Leste e a anexação de territórios, de modo que sua capacidade de ludibriar a imprensa internacional foi bem útil a Hitler. Sua influência começou a decair a partir de 1943 quando a guerra tomou a guinada para o pior, afastando-se do círculo íntimo de Hitler. Dietrich sobreviveu a guerra, foi preso pelos britânicos e condenado a sete anos de prisão em Nuremberg. Ele foi solto, contudo, em 1950 e faleceu em 1952. Nesse ínterim, Dietrich escreveu suas memórias, um documento que se tornou, junto com os relatos de Speer e os diários de Goebbels, valioso material de estudo sobre Hitler e o nazismo.
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É um velho truque retórico bem simplório mas eficaz: levantar a voz, falar grosso, gesticular e passar um ar de indignação moral na intenção de impressionar o ouvinte e convencê-lo de que a mensagem deve ser levada a sério porque o orador é enérgico. Mas essa senhora, dita economista, foi uma prosélita ideológica que esteve no lado errado da história... foi contra o Plano Real pois o achava uma política "neoliberal" que visava, justamente, estabilizar as condições monetárias e fiscais em "detrimento dos trabalhadores" e do crescimento econômico. O Plano Real foi o que tirou o Brasil do buraco, possibilitou seu crescimento com ganhos reais para o trabalhador brasileiro e o aumento de gastos públicos para políticas assistencialistas. Caso Maria Tavares tivesse sido levada a sério, nada disso teria acontecido e ainda estaríamos no buraco da hiperinflação dos anos 80, provavelmente no nível de uma Zâmbia ou um Butão. "Justiça social" - que não existe, é apenas uma distorção linguística para invalidar noções de justiça em prol do poder tirânica do Estado - só poder ser feita se a moeda e as contas públicas estiverem balanceadas porque dívida pública e inflação apenas destroem a capacidade estatal de gastos a longo prazo. Só é realmente a favor de "justiça social" quem defende gastos públicos controlados e política monetária conservadora, gerando superávits para, daí sim, gastar sem incorrer em dívidas e juros que corroem o futuro dos brasileiros. Qualquer outro papinho de keynesianismo ou de que isso é "economia burguesa" é baboseira de quem não entende o básico e, como Maria Tavares, estará sempre do lado errado da história.
"Se você não se prepocupa com a justiça social, com quem paga a conta, você não é um economista sério, você é um tecnocrata". Em entrevista ao Roda Viva na década de 90, a professora e economista Maria da Conceição Tavares já detalhava uma realidade que segue presente no Brasil nos dias hoje: economistas que se preocupam com o crescimento de números, não com a realidade da população.
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A figura histórica de Josef Stálin representa o ápice de um aspecto inevitável de toda a realidade política: ideias e ideologias, não importa quão “científicas” e “neutras” desejem ser, sempre se encarnam na figura decisória de um homem ou de poucos homens. Fórmulas marxistas como a "ditadura do proletariado" ou "forças produtivas" que supostamente engendram "contradições na base produtiva da sociedade", são apenas figuras de linguagem sem qualquer lastro na realidade, e muito das ideias e discursos políticos são sustentados em insossas figuras de linguagem. Toda ideologia se transmuta, quando confrontada com a realidade, em algo imprevisível e que acaba sendo racionalizada ad-hoc. O exemplo, aqui, é o "centralismo democrático", ideia leninista de criar uma democracia decisória dentro da já profundamente hierárquica e autocrática ditadura do Partido de Vanguarda. Isso já uma degeneração dos conceitos marxistas originários onde supostamente uma "classe" tomaria o poder. De classe para um partido, de um partido para um indivíduo, a realidade vai lentamente forçando as figuras de linguagem a se tornarem carne e osso. Se o ideário era que uma classe pudesse coletivamente se apossar e administrar os meios de produção, Lênin o transmutou na mais prática ideia de um partido de elite de revolucionários se incumbirem dessa responsabilidade em nome da classe proletária. Dentro da estrutura soviética dos anos 1920, a prática revelou que o homem mais astuto e inescrupuloso poderia se incumbir de tomar essa decisão em prol de ambos, dos outros revolucionários e da classe proletária. A realidade do poder e da hierarquia partidária não deixou mais margem para o democratismo intrapartidário, mas apenas para o centralismo que adquiriu um "CPF" específico: Josef Vissariónovitch "Stalin" Dzhugashvili. Ideias, ideários e ideologias não existem; suas formulações são como fantasmas conjurados para tentarem se adequar à realidade que os molda e os transforma em assombrações imprevisíveis.
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Recebi esta mensagem no meu email há alguns dias, e foi a melhor resposta que já recebi acerca do meu livro. O objetivo da obra foi o de esclarecer a essência ideológica do fascismo dentro de um contexto de desenvolvimento histórico para mostrar ao leitor toda a originalidade e singularidades dessa ideologia. O erro de achar que o fascismo foi "apenas um outro tipo de nazismo", ou algo idêntico ao nazismo, ou que ele foi originado, de alguma maneira, do liberalismo, havia se tornado tão incrustado no senso comum que, lá em 2020, vi-me na necessidade de tentar esclarecer a situação com a iniciativa de escrever um livro. Publicado em 2023 por uma editora acadêmica de Curitiba, "O fascismo como ideologia" vendeu muito mais do que eu imaginava possível e recebeu feedbacks muito positivos, como esse. Fico feliz que o objetivo do livro esteja se realizando muito mais amplamente do que eu esperava. Link do livro no comentário⬇️
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Sim Laura, só no capitalismo existiram mineradores trabalhando sob condições insalubres, perigosas e precárias… os mineradores soviéticos, como os Stakhanovistas e principalmente no Donbass, que trabalhavam geralmente sem equipamentos de proteção e precisavam alcançar altas quotas de produção do plano quinquenal vivam no paraíso dos trabalhadores né? A qualidade desses webcomunistas só piora, parece até meme.
O feminismo termina com um vídeo da exploração capitalista?
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Vamos normalizar postar a foto original sem o corte? Aqui, vejam-na. Por que cortaram o homem da esquerda, o Nicola Bombacci? Porque ele foi militante do Partido Socialista Italiano, conheceu pessoalmente Vladimir Lênin na União Soviética e se tornou seu homem de confiança, retornou a Itália para fundar, ao lado de Amadeo Bordiga, Antonio Gramsci e Palmiro Togliatti o Partido Comunista Italiano. Depois, desiludiu-se com o socialismo internacional e virou apoiador de seu antigo amigo de militância socialista, o Il Duce Benito Mussolini, ao ponto de ir encontrá-lo na República Social Italiana em 1943 para ser fuzilado e pendurado ao seu lado em 1945. Bombacci passou a defender um tipo de socialismo nacional e dizia que o fascismo e seu sistema corporativo eram as verdadeiras encarnações das esperanças de outubro de 1917 que haviam sido traídas por Josef Stálin. Suas últimas palavras, como relataram os partisans comunistas que o fuzilaram, foram: "Viva Mussolini! Viva il Socialismo!". Se forem postar a foto de Mussolini pendurado para tirar onde, postem a original com todos os envolvidos, seus frouxos.
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Aquele na extrema-direita, em frente a Goebbels, cortado e baixinho, é o Rei italiano Vitório Emmanuel III, um dos homens que, até há pouco, mais havia mal falado de Hitler e do nazismo. Seu desprezo pelo Führer e pelos alemães era profundo e notório, e Mussolini teve que cortejá-lo por muito tempo até convencê-lo a aceitar uma aproximação diplomática e militar com a Alemanha. Ele não estava nem um pouco confortável nessa visita e fez tudo para apressá-la para poder voltar à Itália. Até perto da eclosão da guerra, o Rei manteve um cabo de guerra pessoal contra o Duce porque nunca se convenceu completamente da aliança militar feita com Hitler, mas foi cedendo porque sua mãe, a Rainha viúva Margherita, era uma admiradora de Mussolini e pressionava o filho em favor das políticas fascistas. Ainda, entre Hitler e Goebbels, com um largo sorriso, está o genro do Duce, Galeazzo Ciano, um playboy romano que, apesar de suas tendências burguesas e cosmopolitas, tornou-se o Ministro das Relações Exteriores ainda muito jovem. O mais interessante é que, de todos os presentes no vídeo, o jovem playboy Ciano foi o mais profético e com bom-senso, porque ele, aliando-se ao Rei, nunca gostou de Hitler e dos nazistas e sempre tentou dissuadir seu sogro de aliar-se aos alemães. Os diários de Ciano comprovam que suas intuições sobre os possíveis riscos e o destino do fascismo atrelado ao nazismo estavam mais corretos que a maioria de seus contemporâneos na administração fascista, mas, por ser jovem e visto como um bon vivant, não o levaram tão a sério - o próprio Mussolini o via como alguém cuja opinião era secundária devido à sua idade, e achava que Ciano poderia ser controlado. O que um vídeo mostrando um breve momento de descontração entre fascistas e nazistas esconde é toda uma tensão e desconfiança que rolava nos bastidores.
Getting a laugh react in the gc from the guy nobody likes
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Na minha opinião, quem ostenta o símbolo comuna-soviético é automaticamente terrorista e golpista porque deseja destruir a democracia para criar uma ditadura do proletariado.
Na minha opinião, falou "Deus, Pátria e Família", já pode ser considerado terrorista.
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As favelas são uma ofensa a qualquer pessoa realmente sensibilizada e que se importa com as históricas injustiças sociais e raciais no Brasil. São a continuação moderna dos cortiços e um gigantesco atestado público de incompetência brasileira de lidar e reparar as piores injustiças que os brasileiros marginalizados continuam sofrendo. Provavelmente devido à incapacidade de lidar psicologicamente com essa falha histórica brasileira, os progressistas transformaram a vergonha e o estigma em um sentimento ufanista esquizofrênico, em que a marginalização se tornou critério cultural e artístico. É, implicitamente, uma confissão de fracasso que não tem coragem de se assumir.
A Rocinha é inspiração para projetos de arquitetura e urbanismo no mundo inteiro, mas o jeca que gerou esse vídeo é incapaz de lidar com algo que não seja padronizado e sem vida
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Há quase três meses atrás, escrevi como o PT usaria a sua nova retórica "pro soberania" para tachar seus adversários políticos de "traidores da pátria" a fim de impedi-los de concorrer eleitoralmente, se não nessa eleição, nas próximas. Ontem o Lula foi além e dobrou a aposta nessa estratégia ao insinuar o enforcamento desses "inimigos da pátria" - uma fala bem pesada para um presidente patético como o Lula. Pelo jeito, os caciques do petismo estão percebendo que a questão da soberania se tornou crucial para garantir a sua sobrevida no poder, dado os prospectos eleitorais horríveis para a esquerda brasileira nos próximos anos e décadas. A questão, agora, talvez seja convencer os homens da caneta pesada lá nos tribunais superiores a agir contra esses "traidores da pátria" para garantir uma eleição mais tranquila e, quiçá, um novo precedente legal legitimador da perseguição ideologicamente orientada com o peso do crime de "lesa-majestade". Essas ameaças provindas do petismo devem ser levadas a sério, mas, naturalmente, nunca levem a sério a questão da soberania vindo dessa gente: já a prostituíram várias vezes nas últimas décadas para auxiliar seus correligionários da esquerda latino-americana, seja entregando bens públicos brasileiros ou alguns muitos milhões de dinheiro público sem contrapartida. É puro desespero de um dos últimos bastiões do fracassado projeto da Pátria Grande e da trupe do Foro de São Paulo.
A leitura que deve ser feita dessa fala do estrategista-mor do PT é a seguinte: o PT e a esquerda ampla estão querendo emplacar a ideia de que a vitória de Lula seria essencial para proteger a soberania e a própria existência do país, de modo que o candidato da oposição - e todos os que o apoiarem - se tornam, logicamente, traidores da pátria, equivalente ao crime de lesa-majestade de outrora. Esse é o primeiro passo para uma efetiva criminalização do processo democrático e para uma perseguição policial e judicial muito mais ostensiva e tirânica do que as do 8 de janeiro. O PT não fez absolutamente nada para impedir a disseminação das facções criminosas em quase duas décadas no poder e agora aproveitará as invectivas de Trump para legitimar expurgos políticos. E, claro, podem imaginar que, entre esses “traidores da pátria”, também constarão jornalistas e formadores de opinião que atacaram o Supremo por meio do caso do Banco Master. Mais um crime contra a “soberania e as instituições”.
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Sinceramente, o Alexandre de Moraes é um perfeito cínico e sabe que muitos trouxas cairão nesse ladainha de "terra de ninguém". A internet brasileira, no século XXI, nunca foi "terra de ninguém". As disposições constitucionais, penais e civis sempre foram aplicadas aos litígios envolvendo questões do mundo virtual, antes mesmo do Marco Civil da Internet (MCI) - que apenas formalizou vários princípios e métodos para essa questão específica, e o fez seguindo o padrão mundial. Nunca existiu "liberdade de expressão irrestrita" e já ocorriam processos de limitação ou remoção de conteúdo, com variado sucesso, já nos idos do UOL e do Orkut. O sistema jurídico brasileiro estava evoluindo normalmente e seguindo os padrões mundiais sem problema algum até 2019, quando, POR INICIATIVA DO PRÓPRIO JUDICIÁRIO, inquéritos flagrantemente ilegais e atos autoritários inconstitucionais começaram a ser justificados para compensar essa suposta falha do sistema jurídico para impedir que a internet se tornasse "terra de ninguém". Puro besteirol autoritário. A elite do estamento burocrático é que decidiu destruir a segurança jurídica e a confiança constitucional para censurar, punir e prender brasileiros porque haviam se tornado uma verdadeiro ameaça aos interesses dos poderosos. É por isso que o próprio Moraes tachou metade do eleitorado brasileiro de gado que havia sofrido uma "lavagem cerebral"... que lavagem? Porque votaram no candidato que ele considera "antidemocrático". Não tem nada a ver com a "internet ser terra de ninguém", "liberdade de expressão irrestrita", isso tudo é estratégia retórica para esconder que os verdadeiros autoritários e artífices da corrosão da democracia brasileira são os seus supostos defensores. Quem ainda cai nessa retórica é massa de manobra.
🚨AGORA - Alexandre de Moraes fala da necessidade da regulamentação das redes sociais, preservando a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a democracia “Não é possível mais que as redes sociais, em muitos aspectos, continuem sendo terra de ninguém.”
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