Hopper foi um dos pintores mais influentes do século XX nos EUA.
Como Norman Rockwell, sua obras contam a história do povo americano, em suas paisagens, cenas urbanas e interiores, o American Way of Life.
Curiosamente, Hopper nunca se deixou influenciar pelo vanguardismo -o fauvismo, o cubismo de Picasso- e manteve, durante toda a sua vida, um estilo realista e cru, um mestre da luz e sombra clássicas que acabou influenciando o cinema americano, a fotografia e arte pop.
As obras de Hopper retratam a realidade, a quietude e isolamento das paisagem americanas, sem idealizações.
A boêmia e a imagem do artista 'excêntrico' jamais seduziram esse artista, que tinha uma vida simples, pouco afeito à fama, sempre um 'repórter' da vida, registrando a vida moderna nos EUA.
Hopper foi, desde que eu era um adolescente pintando aquarelas, um de meus maiores mestres.
E continua sendo.
Esse autoretrato cru, de 1925-1930, mostra Hopper como era, chapéu, terno, gravata e olhar direto, e é uma obra significativa do que era.
Hopper era casado com a pintora Josephine Nivison, que foi sua modelo para diversas obras e o auxiliava.
Hopper faleceu em 1967, em Manhattan, mas sua obra -e sua lição- continuará presente sempre, o registro sensível e genial de uma época, ao lado de Warhol, Hockney e Norman Rockwell.