Steve Nash sobre o desenvolvimento do basquete nos Estados Unidos atualmente
“Nos Estados Unidos, é pay to play: você paga para jogar. O capitalismo é maravilhoso, mas para desenvolver jogadores, não é o melhor modelo.
Na Europa, para jogar, é gratuito. Você vai ao clube do bairro. É mais ou menos subsidiado, principalmente pela comunidade. Então não existem motivações escondidas. Não tem essa coisa de: ‘precisamos ganhar a qualquer custo, senão o garoto vai para o clube ao lado’. Lá, de forma geral, todo mundo está ali pensando no desenvolvimento a longo prazo.
E eu acho que isso também forma treinadores. Existem milhares de excelentes técnicos nos Estados Unidos — não é como se só houvesse bons treinadores na Europa. Aqui também tem técnicos incríveis. Mas lá eles têm uma estrutura em que, geralmente, você fica mais ou menos com os mesmos treinadores e aprende a jogar basquete da maneira certa, dentro do contexto certo.
Aqui, tudo foi completamente comercializado, e isso torna muito difícil para um treinador assumir um programa ou um garoto e dizer: ‘vamos te desenvolver corretamente, como grupo, jogando um basquete técnico, coletivo, e aprendendo a jogar de diferentes formas’. Aqui é muito mais: ‘entra no teu bag, trabalha teus skills’. Um treinador de fundamentos vai te cobrar por hora na quadra do parque, ou onde for.
Sinceramente, isso foi longe demais.
E, infelizmente, não quero tirar dinheiro do bolso de ninguém, mas isso deixa a estrutura muito complicada para ensinar as crianças a jogar pensando no longo prazo.”