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Brilliant Move, But Why? 🤔
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5 Oct 2025
Diplomatizzando: Uma nova “guerra do Peloponeso” em sua versão global? - Paulo Roberto de Almeida: diplomatizzando.blogspot.com…

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Esse roubo estimado em R$3 bilhões das reservas dos bancos no BC é mais um efeito colateral de como instituições financeiras brasileiras tratam pesquisadores brasileiros de cibersegurança como bandidos. Investiguei vazamento de dados e senhas do Banco Inter, fiquei de posse da chave SSL privada do banco por 2 semanas podendo ler todas as transações e adulterá-las. Anunciei a descoberta publicamente pelas redes sociais com total transparência e o que o banco fez? Me ligou para ameaçar acabar com minha vida youtube.com/watch?v=74L-zyPE… Não foi um caso isolado, o Banrisul também fez algo em menor grau comigo quando descobri uma vulnerabilidade na home deles e telefonei para a matriz do banco num domingo para avisá-los. Me puseram numa audioconferência com todo alto escalão do banco e começaram em ameaçar pelo telefone. Ao tratar quem pode e quer ajudar como bandido, instituições financeiras ficam sem amigos, sem parceiros, e à mercê dos criminosos como nos três casos citados. Estão colhendo o que plantaram.
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Replying to @ImShahinyan
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Replying to @augustodefranco
Esse consórcio PT-STF-Rede Gloebbels já estava nítido desde a eleição. O STF tirou o Lula da cadeia, descondenou o sujeito, ajudou a montar a grande farsa do devoto de todas as ditaduras como "defensor da democracia contra o fascista do Bolsonaro" e, no segundo turno, escancarou a marmelada partindo pra censura de informações verdadeiras sobre Lula que circulavam nas redes sociais e em algumas mídias. Gilmar Mendes depois estava se gabando de que Lula devia a presidência ao STF. E é fato. Muita gente deu corda para os descalabros do STF, que já começaram em 2019 em especial na pessoa do sinistro de Imoraes, sob pretexto de que era preciso derrotar o fascista do Bolsonaro. Trocaram o autoritário Bolsonaro pelos totalitários do consórcio PT-STF-Rede Gloebbels. Esqueceram-se que não só com militares se fazem ditaduras. E agora, se não houver urgência na articulação de uma frente democrática, a já muito capenga democracia brasileira irá pro brejo de vez.
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Acabo de jugar esta partida. Juegan negras.
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Estou estudando as relações entre o tamanho das populações de países e democracia. A população média das 32 democracias liberais que existem no mundo de hoje (segundo o V-Dem 2024) é de 33 milhões de habitantes (e isso porque Japão, com mais de 120 milhões e EUA, com quase 350 milhões, desequilíbram); ou seja, entre uma Austrália (quase 27 milhões) e um Canadá (pouco menos de 40 milhões de habitantes). Sem Japão e EUA (a soma das populações das outras 30 democracias liberais seria 591.171.189): a média daria cerca de 20 milhões (19.705.706); ou seja, um Chile. Nos 16 países grandes (com mais de 100 milhões de habitantes) e gigantes (como mais de 1 bilhão) só há 2 democracias liberais (Japão e EUA). O restante é, majoritariamente, composto por ditaduras (autocracias fechadas, como China ou autocracias eleitorais, como Índia e Rússia) e, ainda, por regimes eleitorais não-autoritários e não-liberais, parasitados por populismos (como México e Brasil). Em breve publicarei um briefing dessa investigação.
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White mates in 2 (hard, but amazing) (if you like these puzzles, please follow me!)
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🧐 Trecho final da entrevista de Volodymyr Zelensky a Luciano Huck O Globo (27/08/2024) HUCK - Que mensagem o senhor mandaria para Lula e para o meu país? ZELENSKY - Tive uma reunião com o presidente Lula e vi que ele me entendeu. Porque tivemos um diálogo muito bom, realmente bom. Estou agradecido por isso, mas ele vive as narrativas da União Soviética. É uma pena. Ele pensa na Rússia como se hoje ainda existisse a União Soviética. A China é um país democrático? Não. E o que dizer sobre o Irã? É um país democrático? Não. E o que dizer da Coreia do Norte? Eles não são países democráticos. Então, o que o Brasil, um grande país democrático, faz nessa companhia? Eu não consigo entender esse círculo de países. É normal quando você tem relações econômicas, mas estamos falando sobre uma guerra, não é sobre relações econômicas. É sobre geopolítica, é sobre valores, é sobre pessoas. É sobre democracia, propósito e liberdade. O que um país democrático e livre como o Brasil está fazendo junto com países que não respeitam estes valores? Quem vai ganhar essa queda de braço? O Brasil vai engolir esses quatro aliados ou esses quatro aliados vão engolir o Brasil?
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🧶 FIO DA REGRESSÃO DEMOCRÁTICA BRASILEIRA 1 - O Brasil não é uma ditadura e sim um regime eleitoral - considerado uma democracia não-liberal (V-Dem) ou defeituosa (The Economist Intelligence Unit) - parasitado por populismos em acirrada polarização.
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👏 Os juízes de Caracas Demétrio Magnoli, Folha de São Paulo (24/08/2024) Maduro decidiu governar por meio da máxima repressão e humilhou a diplomacia brasileira Há uma certa graça – uma graça bufa e trágica – no que acontece na Venezuela. O Tribunal Superior "certificou" os resultados eleitorais proclamados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), proibiu a divulgação das atas e acusou o candidato oposicionista Edmundo González Urrutia de desobediência judicial, pelo "crime" de divulgá-las. Em suma, o ditador Nicolás Maduro, proprietário dos juízes de Caracas, decidiu governar por meio da máxima repressão e, de quebra, humilhou Lula e a "ativa e altiva" diplomacia brasileira. São muitas graças. Segundo a lei venezuelana, só o CNE tem a prerrogativa de fornecer resultados eleitorais – mas os juízes de Caracas sequestraram para si mesmos tal atribuição. A lei venezuelana declara públicas as atas eleitorais – mas os juízes supremos as decretaram secretas. Mais: ao "certificar" os resultados do CNE, o tribunal está implicitamente dizendo que as atas divulgadas por González seriam papéis sem valor – mas, mesmo assim, acusou-o de publicar documentos eleitorais "secretos". Lula inspirou Maduro a recorrer ao seu plantel de juízes de estimação. Logo depois da eleição, o presidente brasileiro explicou que "nada de anormal" ocorria na Venezuela e sugeriu às partes a intervenção do tribunal superior. De lá para cá, o regime chavista teve tempo para falsificar as atas de modo a confirmar as mentiras anunciadas pelo CNE. Era, contudo, missão impossível: não é viável fraudar uma derrota devastadora, cerca de 66% contra 30%, ainda mais diante da exposição das atas verdadeiras ao escrutínio mundial. Ditaduras só desabam quando, além do repúdio popular, experimentam fraturas internas. Inexistem sinais de cisões nos altos escalões do regime de Maduro, mas sobram evidência de extensas fissuras na sua base social. A oposição obteve 80% das atas eleitorais das mãos de militares de baixa patente, policiais e militantes chavistas espalhados por centros de votação de todo o país que desobedeceram ordens de cima destinadas a ocultar tais documentos. A madrugada da eleição foi palco de uma insurreição silenciosa no interior do aparato da ditadura. As atas publicadas pela oposição foram analisadas por inúmeros especialistas, inclusive do Carter Center, a única ONG independente autorizada a acompanhar as eleições, que constataram sua confiabilidade. Diante disso, a maioria dos países latino-americanos denunciou a fraude ou reconheceram o triunfo oposicionista. A pressão diplomática tinha o potencial de expandir para a cúpula chavista as fissuras que se espalham na base do regime – mas Lula, Amorim e o Itamaraty saíram celeremente na defesa de Maduro. Sob o álibi de manter pontes de negociação, o Brasil articulou com a Colômbia e o México um bloco negacionista que se recusou a condenar a fraude eleitoral. Lula não pode, simplesmente, repetir a nota ignóbil da direção nacional do PT, que opera como caixa de ressonância do regime cubano. A pantomima oficial brasileira só funcionaria com algum tipo de "negociação" – e, numa tentativa desesperada de obtê-la, surgiu a ideia luminosa de uma nova eleição (um "segundo turno", na curiosa expressão cunhada pelos gênios do Itamaraty). Sempre há uma primeira vez. Em nome da aliança com Putin, a diplomacia lulista rompeu um paradigma ao admitir a violação da soberania territorial da nação ucraniana e, em nome da aliança com Maduro, rompeu um outro, igualmente sagrado, pela ousada proposta de cancelamento da soberania eleitoral da nação venezuelana. Maduro espremeu o limão e jogou fora o bagaço. No intervalo de trégua diplomática proporcionada pelo Itamaraty, costurou um consenso de sobrevivência na cúpula do seu regime. Os juízes de Caracas anunciaram o fim do jogo eleitoral. Lá, é hora de uma "nova revolução", ou seja, da repressão pura e dura. Aqui, a diplomacia "ativa e altiva" está de cócoras.
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Os talibãs do Afeganistão aprovaram huma nova "lei da virtude": - As mulheres não podem cantar, falar ou recitar nada em público porque a voz de uma mulher é "algo íntimo". - As mulheres não podem fazer declarações públicas. - As mulheres que viajam sozinhas não podem ser transportadas nos transportes públicos. Só podem embarcar se forem acompanhadas por um homem que tenha uma relação direta com elas. - Os encontros entre homens e mulheres sem laços de parentesco são proibidos. - As mulheres não podem olhar para homens com quem não tenham laços de sangue ou de casamento. - As mulheres devem cobrir-se completamente. O seu rosto não deve ser visível. O seu vestuário não deve ser "de material fino, nem apertado, nem curto". - As mulheres devem cobrir-se em público, sem exceção, mesmo que só estejam presentes outras mulheres ou não muçulmanos. No entanto, o decreto para salvar a virtude também se aplica aos homens: - Os homens devem usar calças pelo menos à altura do joelho. - Os homens devem usar barba, que não deve ser "demasiado curta". - O sexo fora do casamento e a pornografia são proibidos. Isto aplica-se igualmente a homens e mulheres. - É proibida a produção e realização de filmes/vídeos em que se possam ver "seres vivos". - A não participação nas cinco orações diárias obrigatórias é uma infração punível, tal como a desobediência aos pais. - Os conteúdos publicados pelos meios de comunicação social não devem violar a Sharia nem "desrespeitar as regras da religião", não devem "ofender os muçulmanos" e não devem "mostrar criaturas vivas".
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Sei não, mas as relações entre os poderes não me parecem nada republicanos. Vivemos o que parece ser um jogo em que regras são acertadas para o publico, mas pouco valem na realidade. Nada é arquivado ou efetivamente superado tudo é fluído e volúvel e o que menos existe é segurança jurídica e razoabilidade política. Os temas, assuntos, projetos, leis , sentenças enfim no Brasil nem o passado é mais tão certo e seguro. Um singelo exemplo me parece ser a investigação do kit da robótica que não sabemos em que gaveta estava e agora surge em cima da mesa da PGR a pedido do STF. E não sabemos o que virá na Ordem do Dia do Parlamento. Uma lei necessária, ou de troco. Lamento, mas assim não dá.
24 Aug 2024
Flávio Dino pede à PGR a reabertura das investigações sobre kits de robótica eassim.com.br/flavio-dino-pe… via @eassimnet
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Quando as queimadas batem recorde mas o presidente é o Lula:
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Essa entrevista do Celso Amorim à CNN é uma vergonha. Ele faz todo esforço do mundo para, logo ali, mais adiante, reconhecer o ditador Maduro como legítimo e acusar a oposição de intransigência. É a falência total, cabal, da política externa lulista. cnnbrasil.com.br/internacion…
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Falo isso há tempo: a esquerda tipo PSOL representa uma elite da elite formada por professores universitários e funcionários públicos que ataca o capitalismo mas se delicia com ele. São perdulários do sistema. Como os rentistas.
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🙄 SOBRE "SALVAR A DEMOCRACIA" Honestamente não se pode dizer que a ação do TSE para impedir que a Polícia Rodoviária Federal mantivesse bloqueios rodoviários no dia do segundo turno, dificultando que eleitores de Lula chegassem às urnas e Bolsonaro fosse, então, reeleito, tenha salvado a democracia brasileira. Não se sabe qual seria o número de votos perdidos com isso, por atraso e nem quantos desses seriam dados a Lula. Aliás, essa conversa de "salvar a democracia" é uma narrativa muito forçada e inconsistente. Bolsonaro tinha pretensões golpistas, como ficou demonstrado - o que também não significa que ele teria sido capaz de dar um golpe bem sucedido. Mas Lula, embora não tenha como estratégia dar um golpe de Estado, e sim conquistar hegemonia sobre a sociedade a partir do Estado aparelhado pelo partido, também não está tão convertido assim à democracia que fosse ou seja capaz de salvá-la. Se estivesse não estaria alinhando o Brasil às maiores ditaduras do planeta (como Rússia, China, Irã e seus braços terroristas). Se estivesse não hesitaria tanto em condenar as ditaduras amigas da Venezuela, da Nicarágua, de Cuba, de Angola, nem se juntaria a governos populistas iliberais, como os do México, Honduras, Colômbia, Bolívia, África do Sul. Se estivesse não trabalharia para reeditar um terceiro-mundismo anti-ocidental e anti-imperialista como se ainda vivêssemos no tempo da primeira guerra fria, antes da queda do muro de Berlim, que parece não ter caído completamente dentro da sua cabeça. Nem teria nos metido numa articulação política disfarçada de bloco econômico chamada BRICS, na qual não figura nem uma democracia liberal, mas apenas ditaduras e governos populistas. Sim, Bolsonaro tinha intenções golpistas. Era o tipo de parasita que pode matar o hospedeiro. Lula não é igual a Bolsonaro e sim um parasita de outro tipo, que paralisa o hospedeiro, impedindo que nosso regime eleitoral ascenda à condição de democracia liberal ou plena.
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😡 O TRUQUE SÓRDIDO DE ZÉ DIRCEU "Não podemos permitir que isso aconteça". É o Zé Dirceu, na Folha de hoje, falando que Tarcísio quer privatizar empresas estatais. Permitir? Quem não vai permitir? Dirceu é um dos principais dirigentes do "Partido Interno" que, juntamente com Lula, "profissionalizou" e desencaminhou o PT levando-o ao Mensalão e ao Petrolão. Mesmo afastado na direção formal do partido, mesmo preso, ele nunca deixou de cumprir esse papel, reconhecido e acatado pelos demais dirigentes e militantes históricos da tendência majoritária da sigla. Para quem não sabe, ou não lembra, Partido Interno é uma referência direta ao 1984 de George Orwell. É um partido dentro do partido, onde as decisões estragégicas para a implementação de um projeto de poder são tomadas, tornando os simples filiados cúmplices de crimes que não cometeram. Claro que Dirceu só tem a agradecer ao ativismo de um judiciário, que extrapola seu papel constitucional nos últimos tempos, pela sua reabilitação para voltar à luta (quer dizer, à prática degenerada da política como continuação da guerra por outros meios). É por isso que fez um artigo, como o que sai hoje na versão impressa da Folha de São Paulo (reproduzido abaixo), defendendo Alexandre de Moraes no caso dos vazamentos de mensagens de WhatsApp revelando conversas indevidas de seus auxiliares no STF e no TSE. A truque aplicado por Dirceu é manjado. É o mais antigo expediente de qualquer força política que, para empalmar o poder, constroi um inimigo universal (de novo, a referência é ao inimigo público número 1 do 1984 de Orwell, o Emmanuel Goldstein) e concita os seguidores para estender permanentemente aqueles "dois minutos de ódio" (agora disfarçado, na enganadora versão lulopetista, de amor universal à espécie humana). O Goldstein escolhido por Dirceu é, claro, Bolsonaro e seus congêneres, Donald Trump, Elon Musk e até Tarcísio de Freitas (por ter vendido a Sabesp "por preço de banana" e ter feito "a alegria dos rentistas" da Faria Lima que fazem "fila para apoiá-lo" como candidato à presidência da República). E aí ele conclui, numa sentença senhorial, de quem já se acha (novamente) dono do Brasil. "Não podemos permitir que isso aconteça". Mas ninguém precisa ser bolsonarista, trumpista ou admirador de Musk para criticar a exacerbação do poder monocrático de ministros do STF. Nós, os democratas que repudiamos tanto o neopopulismo lulopetista quando o populismo-autoritário bolsonarista (e trumpista e elonista) fazemos isso. E é isso, precisamente isso, que revela o truque sujo dos tarados construtores de inimigos como Zé Dirceu, um investidor do "negócio" lucrativo e antidemocrático da polarização. O expediente sórdido de Dirceu é fazer uma mistura de tudo que, na sua visão, prejudica o projeto de poder antipluralista do PT. Se você critica Alexandre de Moraes, então é bolsonarista (ou trumpista). Se você acha que empresas estatais devem ser privatizadas, então é bolsonarista, trumpista e... fascista (ele não usou a palavra, mas os militantes petistas tribalizados a usam sem parar). Então, se você não quiser ser classificado como fascista, não pode fazer nenhuma crítica aos poderes que, neste momento, voluntária ou involuntariamente, estão favorecendo o Partido dos Trabalhadores. Ocorre que, descobrindo-se minoria no parlamento, nas mídias sociais e nas ruas, o PT resolveu alterar uma correlação de forças que lhe é amplamente desfavorável "no tapetão", contando, para tanto, com um judiciário supremo que aderiu à estranha ideia de "democracia militante". Assim, se uma decisão do Congresso não agrada ao PT, recorre-se ao STF para anulá-la. Se não se consegue disputar com o inimigo nos votos dos 594 representantes parlamentares eleitos, recorre-se ao voto de 11 ministros da suprema corte. E, pior, recorre-se, muitas vezes, à decisão monocrática de apenas 1 (um) juiz que se investiu de um poder que não tem legitimamente. Claro que, para bom entendedor, o artigo de Dirceu também tem como propósito intimidar a imprensa para que pense duas vezes antes de publicar qualquer coisa que possa prejudicar o projeto de poder do PT. Por isso ele começa dizendo que "causa estranheza o destaque dado pela Folha" ao tema. E repete a palavra "estranheza" no segundo parágrafo do texto. Ora... o que causaria estranheza seria um veículo de comunicação fingir que um fato não existiu ou que não é notícia de interesse público. Peguem um balde e leiam o artigo (abaixo). O que está por trás da denúncia contra Alexandre de Moraes José Dirceu, Folha de São Paulo (19/08/2024) Setores da sociedade e da mídia tentam se alinhar à nova face do bolsonarismo Causa estranheza o destaque dado pela Folha à denúncia de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teria agido fora dos ritos ao solicitar, por meio de auxiliares, que o Tribunal Superior Eleitoral — do qual à época era presidente (ele dirigiu a corte de agosto de 2022 a junho de 2024)— produzisse relatórios para embasar o inquérito das fake news. O inquérito foi aberto por ele ainda em 2019, contra jornalistas e comunicadores que insistiam em disseminar notícias falsas contra o sistema eleitoral, os tribunais superiores e seus ministros, pregando o discurso do ódio. Estranheza porque, como bem disse o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, não fazia sentido o ministro Moraes oficiar a si mesmo. A fundamentação da denúncia é tão pueril que Moraes recebeu o apoio de todos os seus pares, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de muitos políticos e até de expoentes da ultradireita, como o jurista Ives Gandra Martins e a ex-deputada Janaina Paschoal. É importante notar que a denúncia foi muito bem embalada para ter ampla repercussão. A reportagem que a sustenta tem coautoria de Glenn Greenwald, jornalista estadunidense responsável pela denúncia da Vaza Jato, cujos documentos foram fundamentais para anular os processos contra o presidente Lula, reconhecer sua inocência e restituir seus direitos políticos. Imediatamente, os bolsonaristas passaram a pedir o impeachment de Moraes e defender que todas as punições dadas por ele sejam revistas. Querem, ainda, anistia para os golpistas de 8 de janeiro de 2023 e para o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro — tanto em torno dos primeiros quanto do segundo o cerco vai se fechando. A denúncia foi publicada na mesma semana em que se inicia a campanha eleitoral de prefeitos e vereadores e, como o Brasil não aprovou a regulamentação das plataformas digitais e redes sociais, que hoje são um importante veículo de propaganda eleitoral, todo o controle da disseminação das notícias falsas estará em mãos do TSE. Fragilizar a figura do ministro Alexandre de Moraes, que conduz o inquérito das fake news e que à frente do TSE criou o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (Ciedde), que vai atuar pela primeira vez nestas eleições, é importante para a estratégia eleitoral bolsonarista, pois ela depende da disseminação de mentiras para manter suas bases estimuladas e alinhadas. Se o TSE for muito ativo, ela perde pontos. Se acuar o TSE, pode agir mais livremente nas redes. Também chama a atenção que a denúncia tenha repercutido nas redes de direita no exterior e tenha sido comentada por Elon Musk, dono do X (ex-Twitter) e crítico de Moraes, a quem acusa de cercear a liberdade de expressão com seu inquérito das fake news, através do qual determinou a suspensão de contas de extremistas em redes sociais. Musk, um sul-africano que se fez bilionário nos Estados Unidos e é dono de várias empresas de tecnologia, é apoiador declarado de Donald Trump, que, como Bolsonaro e seus seguidores, é adepto da disseminação de mentiras nas redes sociais. Musk foi além. Neste sábado (17), o Global Government Affairs, do X, anunciou na rede do microblog que estava encerrando sua operação no Brasil para "proteger a segurança de sua equipe", e atribuiu a decisão às ações determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes (no âmbito do inquérito das fake news). Melodramaticamente, encerra o comunicado com a seguinte frase, que bem evidencia que Musk se pretende dono do mundo: "O povo brasileiro tem uma escolha a fazer — democracia ou Alexandre de Moraes". Não resta dúvida de que a denúncia, que já começou a refluir, mostrou que a extrema direita está muito ativa e atenta a todos os movimentos de que possa se aproveitar para fortalecer sua posição em direção ao seu projeto de poder para 2026. Mostrou também o quanto setores da sociedade e da mídia tentam se alinhar com a nova face do bolsonarismo, que responde pelo nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas — a "suíte" [no jargão jornalístico, reportagem que explora os desdobramentos de um fato noticiado] saiu da Polícia Civil paulista. Tarcísio é aquele que vendeu a Sabesp a preço de banana, fazendo a alegria dos rentistas, e promete, se chegar à Presidência, privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa e, quiçá, o BNDES. A Faria Lima já faz fila para apoiá-lo. Não podemos permitir que isso aconteça.
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A fraude eleitoral de Maduro foi desmascarada. As Atas de Votação que descreviam os votos reais dos venezuelanos nas urnas, foram preservadas por outros candidatos a presidente que eram figurantes sem expressão . Passaram a ser elementos chaves no processo pois ao terem as atas elas serviram para que computadas apontassem a vitória com ampla margem ao candidato Edmundo Gonzalez. Não tem outras atas com Maduro .
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