“Os prédios do Jardim Europa seriam pro cacife da maioria da população?”
É claro que não.
Em todas as cidades do mundo, as áreas centrais (que concentram empregos, cultura e entretenimento) são mais caras.
Há 20 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Obviamente, muita gente prefere morar mais perto do centro. Como não há espaço suficiente, o preço desses bairros sobe (e muito!). Então, é verdade: os apartamentos do Jardim Europa seriam caríssimos.
Apesar disso, a cidade inteira se beneficia quando aumentamos a oferta de moradia em bairros centrais, como o Jardim Europa e América.
Hoje, moram cerca de 9 mil pessoas nesses bairros. Poderiam morar 60–80 mil. Essas pessoas não surgiriam do nada por causa de um lançamento imobiliário. Elas viriam de outros bairros da cidade.
Ao se mudarem de regiões mais afastados para áreas mais centrais, os imóveis que deixaram para trás ficam vagos e passam a poder ser ocupados por outras pessoas. É um efeito cascata!
Ou seja: mesmo que os novos prédios sejam caros, a cidade ainda ganha, porque ela se torna mais compacta e eficiente. Quem mora longe passa a conseguir morar um pouco mais perto. A cidade ganha.