Das duas, uma: ou a empresa degringolou ao crescer, com muitos departamentos executando ideias sem grande coesão e direção, ou o negócio não é tão rentável assim.
Explico: essas plataformas servem de intermediários entre oferta e demanda, e fornecem serviços a 3 partes. Os restaurantes (que pagam o serviço pra ofertar no catálogo da plataforma e processamento dos pagamentos), os consumidores (que acessam o catálogo... em geral, gratuitamente) e os entregadores (que usam o serviço da plataforma para receber a demanda de trabalho de entrega, pela qual são remunerados).
Tudo dando certo, o esquema permanece assim: simples e direto. O restaurante anuncia, o consumidor escolhe e compra, o entregador recolhe o pedido e entrega. Não precisa haver ruído.
Mas se o negócio não se mostrar tão rentável, tem de buscar receita de outras formas: tentando manter a adesão dos consumidores e aumentar a frequência dos pedidos (daí estes "incentivos" furados ao consumo) e através de ads, etc.
A "shitificação" advém de o negócio não corresponder às expectativas de faturamento e/ou de crescimento, daí "atiram pra todo lado".
iFood agora tá com:
- Roleta de desconto
- Cupons falsos
- Colecionáveis da copa
É uma mistura de tigrinho com SHEIN gamificação a la Duolingo.
Te força a fechar 3 pop-ups pra pedir 1 marmita.
É impressionante a velocidade com que as coisas pioram com o passar do tempo