Estive no bairro de São Miguel Paulista encontrando e dialogando com as lideranças locais, reencontrando amigas e amigos e atualizando minha agenda com demandas novas, como por exemplo essa da privatização dos parques urbanos geridos pelo governo do Estado. Colhi depoimentos e vi absurdos, como o que ocorre no Parque Jacuí e percebi todo o esforço e luta no nosso povo para que a vida seja melhor neste potente bairro da Zona Leste!
Comecei com um café da manhã e bom diálogo com o querido Pe. Marcio, da Paróquia Santa Rosa de Lima, no Parque Paulistano. Falamos sobre a nossa Igreja Católica e seus desafios, a nova Encíclica do Papa Leão XIV sobre os problemas e possibilidades da Inteligência Artificial e ele me mostrou as obras da belíssima Igreja que o povo está construindo ali. E me agradeceu pela emenda parlamentar que permitiu a compra de um veículo (Spin) para os trabalhos da CEPAS, entidade social das mais antigas do bairro e vinculada a Igreja local.
Visitei o Parque do Jardim Helena onde recebi das lideranças locais como a Célia, o Oswaldo entre outros, a preocupação com a privatização da gestão deste e de outros 5 parques urbanos que vem sendo levada à cabo pelo desgovernador e privatizador Tarcísio de Freitas. O povo tem receio com a exclusão das pessoas mais pobres pela cobrança de estacionamento e uso dos quiosques e campos de futebol e altos preços nas lanchonetes. Me lembraram que a construção do Parque Jardim Helena e Biacica, este ali próximo, foram conquistas da luta pela preservação da Várzea do Tietê e contra as enchentes na região. As mesmas preocupações que recebi das lideranças da Vila Jacuí em relação ao seu parque, onde o estacionamento já foi privatizado, com a lanchonete cobrando preços assustadores (uma latinha de coca-cola a 16 reais), a expulsão dos trabalhadores ambulantes, o que levou à queda do número de usuários.
Participei de um maravilhoso almoço com nossa militância e lideranças políticas locais no famoso restaurante Piassi, que recentemente inaugurou uma nova ala na parte de cima, num ambiente charmoso e agradável, com fotos e objetos que remetem à história do bairro e da família Piassi. Ali reafirmei meus compromissos com a luta das comunidades pelo desenvolvimento inclusivo e sustentável do bairro.
Ainda participei de roda-de-conversa sobre novas demandas do bairro, com foco na luta das mulheres, no Espaço coordenado pela companheira Célia Assumpção, onde elas me apresentaram vários projetos como um festival de MPB, uma cozinha comunitária, a continuidade e ampliação da Feira de Agricultura Orgânica entre outras ideias que abracei e trabalharei para ajudar a viabilizar.
São Miguel tem 600 mil habitantes e um povo de culturas diversas que formaram esse potente bairro, que tem um comércio e serviços potentes, várias instituições da sociedade civil como a OAB, a Associação Comercial, a Diocese, a SubPrefeitura, o Instituto Federal e dezenas de entidades representativas. E tem um potencial turístico que passa pela nossa querida e Centenaria Capela de São Miguel, também conhecida por “Capela dos Índios”.
Obrigado pelo carinho e confiança, pessoal!