Flávio Bolsonaro e sua militância sumiram da internet por algumas horas após a divulgação dos áudios. Nesse meio tempo, foi tiro, porrada e bomba, mas a gente já sabia que eles alinhariam uma tática.
E essa tática apareceu e está clara: o pedido de uma CPI do Banco Master. Pq?
Porque assim politizam um processo que hoje está restrito ao campo jurídico, criminal, nas mãos da PF. Precisam, urgentemente, tirar o foco daí.
Se ficar nesse campo, as questões são objetivas. Indo pra CPI, a subjetividade prevalece - a narrativa, o microfone, o palco.
Numa CPI, Flávio Bolsonaro espalha a lama pra cima daqueles que não têm áudios vazados, dilui a culpa e força por um acordão. Tira a confiança da política como um todo e segura a sua base louca que bebe detergente.
Você verá, nos próximos dias, os bolsonaristas pressionando baseados em retórica moral: "quero uma CPI que investigue TUDO, topa?". O briefing já tá circulando e o plano é claro.
É uma tentativa desesperada de desvio de foco.