Meus dois centavos sobre essa questão.
Isso é apenas um número. A Esquerda, mais uma vez, comete o erro de tratar uma variável nominal como se ela dissesse realmente alguma coisa. Um patrimônio de um milhão, um bilhão ou um trilhão, por si só, não significa muita coisa, pois grande parte desse valor está alocada em ações e outros ativos. Esse não é o montante que Elon Musk possui disponível para consumo imediato.
Se ele quisesse efetivamente usufruir desse patrimônio, precisaria vender suas ações. Isso aumentaria a oferta desses papéis no mercado, pressionando seus preços para baixo e reduzindo seu próprio valor. Em outras palavras, Musk dificilmente conseguiria converter todo o patrimônio em poder de compra sem reduzir significativamente o próprio valor desse patrimônio.
A esquerda teria muito a ganhar ao perceber que a questão relevante não é o tamanho nominal da fortuna de Musk, mas sim o seu fluxo de consumo. É com aquilo que ele efetivamente consome ou financia que vocês parecem se preocupar.
Isso é importante porque o patrimônio, isoladamente, diz muito pouco. O que realmente importa é o uso que se faz do poder de compra proporcionado por ele. Como observou
@TonyVolpon, uma parcela significativa desse patrimônio pode ser direcionada para investimentos e pesquisas que, em última instância, geram inovação e melhorias tecnológicas. Por que tributar e desincentivar esse tipo de coisa? Ao tratar tudo do Musk como a mesma coisa vocês fazem esse tipo de confusão infantil.
No fim das contas, a preocupação da Esquerda parece estar mais relacionada ao consumo de Musk em atividades como financiamento de campanhas políticas, influência sobre o debate público e outros usos semelhantes de sua riqueza. Se essa é a preocupação, então o debate deveria se concentrar na tributação desse tipo de consumo, e não na simples existência de um patrimônio elevado. Bastaria tributar gastos que não configurem consumo essencial nem investimento produtivo em capital.