ANTES DO BRASIL DAR CERTO,
TERÁ QUE RESOLVER UM PROBLEMÃO CHAMADO BOLSONARO
Vamos direto ao ponto:
Bolsonaro nunca foi direita.
Ele é um acidente grotesco, um erro histórico que custou muito caro à direita racional, técnica e civilizatória. Precisaremos de anos para reparar isso.
Mas calma,
o fator Bolsonaro pode custar mais caro ainda.
Bolsonaro é a encarnação de tudo aquilo que a direita coerente abomina. É o Lula com preguiça intelectual, o Brizola desprovido de poesia, o Collor sem o mínimo condicionamento físico. É um sindicalista burro que votou contra o Plano Real e um trabalhista arcaico que barrou privatizações essenciais na era FHC.
Durante décadas no Congresso, votou sistematicamente alinhado ao PT, defendendo aumento automático para servidores e outras pautas que inflam a máquina públic, um paradoxo grotesco travestido de conservador.
Bolsonaro nunca leu um livro sobre economia. Jamais apresentou um projeto sério para o país. Chegou à presidência surfando na revolta popular contra Dilma, no impeachment e na crise moral do sistema. Eleito por falta de opção, confundiu acaso com genialidade.
Com Paulo Guedes na vitrine, prometeu o liberalismo; entregou zero privatizações, reformas fiscais pífias e reformas administrativas inexistentes. Sua agenda era apenas proteger os filhos e distribuir favores ao centrão. Tornou-se o presidente mais reformofóbico desde Sarney, ampliou salários militares e banalizou emendas parlamentares como confetes em festa junina.
Criou o Auxílio Brasil, triplicando seu valor às vésperas da eleição. Ignorou Guedes e riu da responsabilidade fiscal ao vivo, insultando tudo o que uma direita técnica defende:
“Foda-se” o teto de gastos.
“Foda-se” a Lava Jato.
“Foda-se” a ciência, a cultura, a educação.
Seu método de governança? Achismos irresponsáveis, com Carluxo ditando o caos via WhatsApp.
Bolsonaro prometeu lutar contra o sistema, mas entregou-lhe as chaves. Tornou-se sócio submisso, um despachante político de orçamento secreto. Enquanto isso, divertia-se em motociatas e passeios de jetski, enquanto 700 mil brasileiros morriam numa pandemia minimizada por ele.
Ofendeu a China, sabotou vacinas e promoveu cloroquina, mergulhando o Brasil em humilhação global e isolamento diplomático. Perdeu tudo: comunicação, apoio internacional, centro político. Afundou a direita na lama da mediocridade, tornando o termo “bolsonarista” sinônimo de boçalidade.
Se há justiça histórica, Bolsonaro deveria estar exposto num museu de tragédias políticas, ao lado de Jânio Quadros e Severino Cavalcanti. Se a direita quiser renascer, precisa expurgar Bolsonaro e aplicar um profundo desinfetante ideológico.
Bolsonaro conseguiu o inimaginável: é o único presidente desde 1988 que fracassou em se reeleger. Nem Dilma conseguiu tal proeza. Perdeu quase oito milhões de votos, mesmo com a máquina pública e o maior pacote assistencialista da história.
Sua única estratégia: o confronto permanente. Lutou simultaneamente contra governadores, mídia, judiciário e até chefes de Estado. Sun Tzu ensinou que a maior vitória é vencer sem batalhas; Bolsonaro preferiu a guerra total contra tudo e todos, acumulando inimigos poderosos que selaram seu fracasso.
Não foi só incompetência política, foi suicídio estratégico consciente e permanente. Sua insanidade e irresponsabilidade sempre colocou o país em risco. Pessoas morreram, famílias foram destruídas, instituições atacadas.
O TAMANHO DO PROBLEMA CHAMADO BOLSONARO
A conta chegou.
Não é por acaso.
É conspiração sim.
É terrorismo diplomático.
consequência direta dos atos da família Bolsonaro, que colocam o Brasil como escudo para proteger seus próprios interesses.
Eduardo Bolsonaro foi para os EUA com apoio explícito do pai, Jair Bolsonaro, que mandou milhões para bancar sua estadia e suas articulações.
Uma vergonha, um deputado eleito para proteger seu estado e seu povo.
Esse dinheiro foi usado para circular entre lobistas, congressistas e grupos trumpistas, vendendo a ideia de que era preciso impor tarifas e sanções ao Brasil para “salvar” Bolsonaro do julgamento aqui.
Isso é chantagem política internacional e o resultado veio rápido: Trump, que não age por ideologia mas por oportunidade, meteu 50% de tarifas ao país que Bolsonaro jurava defender.
E o Bolsonaro e a família,
como pensam agora?
O Brasil que se vire.
A “missão” do filho incluí também pressionar o governo americano para intervir politicamente no Brasil, ameaçando juízes e pressionando a economia. A ideia é clara: criar um ambiente tão adverso que setores empresariais brasileiros pedissem um acordo para soltar Bolsonaro e encerrar processos, como forma de “normalizar o comércio”.
Bolsonaro, alinhado com o filho, tenta vender para a opinião pública que tudo é culpa do Lula, do STF ou do “sistema”, quando quem abriu as portas para sanções foi ele mesmo, usando o próprio filho como operador internacional.
O Brasil agora paga caro não só em tarifas, mas em credibilidade. Investidores olham e pensam: “Se um ex-presidente pode conspirar contra seu próprio país lá fora, o que garante segurança jurídica para contratos futuros?”.
O agro já sente o baque com o risco de novos embargos indiretos. O setor metalúrgico já está calculando prejuízos imediatos.
No fim, fica claríssimo:
As sanções de Trump não vieram do nada.
Foram estimuladas por Jair Bolsonaro e seu filho.
Serão pagas pelo Brasil em tarifas, reputação e risco jurídico.
Tudo exigir a blindagem de uma família que trata o país como se fosse seu feudo pessoal.
A prisão dele, se um dia acontecer, será um presente para a direita, um ato necessário para resgatar a dignidade ideológica, a responsabilidade e o respeito às instituições.
Bolsonaro acabou.
Não existe mais um único argumento plausível em sua defesa.
A realidade é crua: Bolsonaro aponta uma arma para a cabeça do Brasil e exige imunidade.
O Brasil tem mais de 500 anos, sendo 200 deles de boa relação com os EUA.
O mandato do Trump dura três anos e meio e tenho uma desconfiança: até o próprio Trump entenderá que não vale a pena brigar por Bolsonaro.
No fim, todos percebem isso.
Já passou da hora de seguir em frente e fazer o que precisa ser feito.