Para todos ficarem na mesma página.
Tenho repetido há meses que eleição não é apenas pesquisa pontual.
É também e, sobretudo incentivo geracional.
É entender quem precisa ganhar e quem simplesmente gostaria de ganhar.
Não é papo de Dilma 😂.
Vou tentar, de novo, explicar.
Você pode trabalhar.
Empreender.
Fazer bico.
Ser CLT.
A maioria das pessoas possui alternativas caso a vida dê errado.
Na política, isso varia muito.
Lula, aos 80 anos, já escreveu sua história.
Se perder, continuará sendo uma das figuras políticas mais importantes do país.
Terá projeção internacional, legado e inúmeras portas abertas.
O novo entorno de Lula, não.
Está pelado.
Flávio Bolsonaro está em outra situação, inclusive.
A família Bolsonaro apostou todas as fichas neste projeto político.
Limou Tarcísio.
Limou toda a direita.
Para ele, perder custa muito mais.
Quando olha para a esposa e para as filhas, a lógica é simples:
“Estamos all in.”
Se eu perder: já era.
Milha família se fode.
Não existe um plano B tão claro para os filhos do Bolsonaro.
É ganhar ou enfrentar um futuro muito mais difícil. Exilado, inclusive.
E, na política, quem sente que precisa vencer costuma lutar com uma intensidade diferente de quem apenas deseja vencer.
Isso não garante vitória.
Mas ajuda a explicar por que sigo vendo a direita competitiva mesmo após os últimos trágicos acontecimentos.
As capas de revista, os telejornais e o humor das redes sociais mostram apenas uma parte da história.
“Flávio já era”.
A outra parte é entender os incentivos de cada jogador.
E, nesse aspecto, apesar de todos os problemas recentes, Lula continua longe de parecer forte.
Explico melhor depois.
Ontem e hoje foram dias de palestras e grupos de WhatsApp.
Lula só se fortalece no curto prazo.
Eu adoro explicar isso para todos.
A pesquisa Quaest é só ruído.
Há movimentos maiores acontecendo.
Lula é muito mais fraco do que parece no presente.