Ei, Brenda
@melzinhodocao, vamos ser claros: sua tentativa de se vitimizar como uma “mulher que se posiciona” contra ataques “naturalizados” é uma cortina de fumaça para algo bem mais grave.
Ninguém está te atacando por ser de esquerda ou por criticar Israel.
Você está sendo chamada de antissemita porque o que você disse é antissemita, sem rodeios, sem meias-palavras.
Nos seus próprios áudios e posts públicos você afirmou, literalmente:
“Judeus têm memória curta do Holocausto, deviam passar por isso de novo”;
“Sionista fedendo a gás”;
“Tinha era que ter campo de concentração pros sionistas, morrer no gás mesmo”.
Isso não é antissionismo, Brenda.
Isso é apologia ao genocídio, é repetir o vocabulário e o desejo explícito de nazistas, 80 anos depois de Auschwitz.
E, ora, ora, no Brasil, isso não é opinião, é crime (Lei 7.716/89, art. 20). E é por isso que você já está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo e existe denúncia formalizada.
Não foi “a internet” que te colocou nessa situação.
Foi você, Brenda.
E por favor, poupe-nos do bordão barato que “antissionismo não é antissemitismo”. Sabemos exatamente de onde isso vem.
Essa narrativa não nasceu da luta palestina, nasceu da propaganda soviética dos anos 60 e 70, financiada e difundida pelo KGB, e depois reproduzida pela Liga Árabe através da ONU.
Tanto é assim que, em 1975, a própria ONU declarou “sionismo é racismo” (Res. 3379) e, em 1991, foi obrigada a revogar e se retratar (Res. 46/86), admitindo que aquilo foi um erro histórico, fruto da disputa ideológica da Guerra Fria.
Quem repete essa mentira hoje não está “informado”: está apenas ecoando propaganda de meio século atrás. Tá falando besteira, mas isso você faz bem demais.
Vamos aos fatos:
Sionismo significa o direito do povo judeu à autodeterminação na sua terra ancestral.
O mesmo direito reivindicado por curdos, tibetanos, armênios e ninguém chama esses povos de racistas por isso.
Negar esse direito apenas aos judeus é, sim, antissemitismo segundo a definição contemporânea adotada pela IHRA, reconhecida por mais de 40 países.
Você não fez “crítica política”.
Você desejou um novo Holocausto.
Não existe contextualização, nuance ou relativização possível para isso.
É rancor travestido de causa, ressentimento fantasiado de política.
O mínimo que se espera agora, Brenda, é que você, a brava, a destemida, a dona das “opiniões fortes”, finalmente faça o que qualquer pessoa com o mínimo de caráter faria: assuma responsabilidade pelo que disse e encare o devido processo legal como consequência natural das suas próprias palavras.
Sabe por quê, Brenda?
Vou te explicar devagar: porque nós não vamos permitir que câmaras de gás voltem ao debate público como se fossem só mais uma “opinião” jogada na mesa.
Isso morreu em 1945.
E não vai renascer nem na sua boca, nem em lugar nenhum.
Nunca mais.
(Mas o choro é livre, viu? 😉)