Eu não entendo a paixão avassaladora dos usuários de rede social quando de algum evento, possa surgir a oportunidade de abordar política bipolar. Não posso assimilar essas manifestações porque sou amante das artes, de uma forma geral, da formação da cultura. Assim, o ponto de vista político de Caetano Veloso pouco me importa, não me diz nada, porque o Caetano Veloso, para mim, é aquele que compõe e que canta, um artista incomensurável, como aquele verão invencível que podemos sentir olhando o Atlântico ou o Mediterrâneo.
O mesmo se passa agora com o filme O Agente Secreto. Eu, Gracinha, não gostei do filme, embora ame o cinema e seja considerada cinéfila, especialmente do cinema francês e do cinema novo. Não gostei do filme porque não gosto de forçação de barra, de imposição de pensamento esquerdista/direitista, visão deturpada da História brasileira, especialmente no que possa se referir a ditadura, que pode existir com golpe, ou sem golpe.
O filme deu-me sonolência, monotonia e, enfim, querendo passar a mensagem que o Brasil somente teve a ditadura decorrente do golpe militar de 1964, quando isso não é bem assim, quanto mais que estamos vivendo a pior ditadura que possa existir, a do Judiciário, com o STJ e o STF atuais, tribunas superiores compostos, em sua maioria, por Ministros corruptos, sem ética, voltados para o enriquecimento ilícito, situação que se perpetuará enquanto não acabarmos com a vitaliciedade e com as indicações pelo Executivo, nunca guiadas pelos requisitos constitucionais, a exemplo de Toffoli, Carmen Lúcia e Dino.
O que quero dizer é que o filme O Agente Secreto não tem a ver com o ator Wagner Moura. Poxa, se esse cara é um babaca, um bajulador de Lula, se acha que xeretando esse conseguirá realizar as suas produções, acredita em socialismo utópico ou comunismo de ouvir falar ou ler errado, problema dele, mas se ele está com um relógio de 100 mil reais, problema dele, também, mas não posso queimar o ator Wagner Moura, um dos bons atores basileiros.
Eu da atuação dele na maioria dos filmes, mas de uns tempos para cá ele passou a ser caricato e até ridículo, como em iinterpretando Pablo Escobar, sem força e desconchavado; naquela direção de Marighela, como brasileira, Wagner Moura me deixou indigna, mas ele me deixou alegre e foi excelente, em Tropa de de Elite, naquele filme em que ele faz um cubano que vai aos EUA, topa ser espião, dá um golpe lá numa babaca, em Carandiru e muitos outros que assisti com ele, porque nunca fui de novelas, ainda mais nos últimos tempos.
Agora rejeitar o ator, torcer contra o Brasil, ficar feliz com o insucesso, rotular o cara de comunista, isso é cabeça de gente miúda, desinformada, que nao sabe argumentar. É preconceito e alimentar preconceito é algo terrível.
Pensem melhor, ok?
- Rejeitem o filme, mas não façam do filme uma politicagem rasteira de direitista desinformado, por ser uma agressão a arte. Esta é uma das razões pela quais rejeito Bolsonaro, porque ele não incentivou as artes, por adorar ser um homem que não lê, não frequenta teatros, cinemas, não tolera m´[usica de qualidade, enfim, formas de manifestações artísticas, por falta de formação cultural, da mesma forma que, no que concerne as artes desprezo Lula, que se vale do meio artístico para cabalar votos, mas é um analfabeto no que diz respeito a arte, apesar de tantos honoris causa de nada. Aliás, Lula é um mercador de votos, el edá o dinheiro, compra o artissa que precisa da grana para produzir, para ter ali votos, coisa de político demagogo e corrupto.
O verão invencível sempre existe dentro de nós para que saibamos resistir aos absurdos e da vida tirarmos o que houver de melhor.
Abração para quem ler.