Saab e Embraer: Brasil na indústria global de defesa
A Saab confirmou planos de ampliar a produção dos caças Gripen no Brasil para atender contratos internacionais, a começar por um acordo de 3,1 bilhões de euros com a Colômbia, que prevê a fabricação de 17 aeronaves (modelos E e F) com entregas até 2032.
A estratégia transforma a unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP) em uma plataforma exportadora, reduzindo a dependência do mercado interno. O CEO da Saab, Micael Johansson, reforçou a intenção de aproveitar ao máximo a capacidade produtiva instalada no país.
O projeto vai além da montagem de aviões: movimenta engenharia aeronáutica, tecnologia embarcada, softwares e fornecedores nacionais de alta complexidade, com empresas como AEL Sistemas e Atech já integradas à cadeia produtiva.
Se novos contratos avançarem com outros países, o Brasil poderá ocupar uma posição estratégica rara — a de fabricante internacional de caças de última geração —, consolidando presença em um setor dominado por poucas potências mundiais e abrindo caminho para uma participação relevante na indústria global de defesa.