🌳 Pesquisadores gaúchos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), criaram uma ferramenta inovadora para detectar e mapear alterações na vegetação do Bioma Mata Atlântica. A tecnologia promete qualificar perícias ambientais e fortalecer investigações de crimes ligados ao desmatamento ilegal.
🛰️ O sistema utiliza imagens de satélite do Sentinel-2 e dados geoespaciais processados no Google Earth Engine (GEE), aliado ao índice NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada), que mede a saúde da vegetação por meio da reflectância das folhas. Dessa forma, é possível identificar de forma ágil e precisa desmatamentos ilegais e a conversão de áreas naturais para monoculturas agrícolas ou plantações florestais.
📊 A solução desenvolvida pelos pesquisadores gaúchos automatiza a análise temporal da cobertura vegetal e gera relatórios integráveis a sistemas de geoinformação, como o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR). Isso auxilia na verificação de impactos em áreas de preservação permanente e oferece suporte técnico às decisões em investigações ambientais.
🗣️ De acordo com a chefe da Seção de Perícias Ambientais do IGP, Renata Cardoso Vieira, a tecnologia representa um salto de qualidade na produção de laudos: "Esta pesquisa integra um projeto mais amplo, que busca utilizar linguagem de programação e inteligência artificial para aprimorar processos da perícia ambiental e qualificar ainda mais nossos laudos", afirmou.
🎤 A pesquisa foi apresentada por Renata na Conferência Internacional de Ciências Forenses (InterForensics 2025), em Curitiba. Também participam do projeto os pesquisadores Pedro Augusto Loguercio Bittencourt (IGP), idealizador da iniciativa, Joaquim Flesch Salaberry (UFRGS) e Álvaro Jaques Biguelini (Unisinos).
🌱 Além de monitorar o desmatamento, os pesquisadores destacam que a tecnologia poderá futuramente integrar sistemas de inteligência artificial para identificar padrões e ampliar o monitoramento de outros crimes ambientais, como a ocupação de áreas úmidas.