Inveja. Ódio do sucesso . O despeito de jamais ter sido nada.
Gustavo Lima tem 100 bilhões de plays no Spotify . Milhões de seguidores. 100 shows lotados por ano. Por anos o artista mais tocado nas radios do Brasil. Começou do zero e é um fenômeno extraordinário.
Nao sou seguidor ou fã, mas respeito o sucesso de quem o alcança, e portanto ele pode fazer o que quiser da vida dele, com casa avião helicóptero amigos e o escambau, com o dinheiro que ganhou ralando.
Já essa senhora que escreve, lhes pergunto; quem e? Qual o sucesso ou a relevância? Resposta : nada. É simplesmente uma pessoa que deve estar pensando , lá por baixo das camadas e camadas de sua pretensa ideologia que lhe serve de escudo :
“porque ele e não eu ?
Gusttavo Lima reuniu empresários e cantores em sua mansão em Bela Vista de Goiás.
Vídeos mostram um cenário que parece uma caricatura do país que somos.
Helicópteros pousando, aviões particulares enfileirados na entrada, artistas e milionários brindando entre risadas e cifras.
O embaixador do sertanejo transformou a própria casa em pista de pouso.
E o Brasil, como sempre, assistiu da calçada.
A imagem que viralizou, com o gramado tomado por aeronaves, diz mais sobre o país do que qualquer debate econômico.
É a fotografia da desigualdade brasileira elevada ao céu.
Enquanto milhares vivem com o básico negado, o show da ostentação continua, embalado por letras sobre amor e simplicidade rural que já não têm nada de simples.
O sertanejo de massa virou uma metáfora do poder.
De música popular, passou a ser instrumento de exibição, propaganda política e celebração de um capitalismo grotesco, onde artistas acumulam impérios e vendem a imagem de homens de Deus enquanto multiplicam negócios, jatinhos e discursos meritocráticos.
Não se trata de inveja nem de moralismo.
De entender como a elite brasileira aprendeu a se autopromover a partir da estética da humildade e da retórica da superação.
O sucesso vira desculpa para o excesso.
E o luxo, travestido de bênção.
Enquanto isso, o país segue naturalizando a miséria e aplaudindo quem pode pousar o próprio avião no quintal.
No Brasil, o céu tem dono.
E o povo, nem sempre, tem chão.