Ontem à noite este nenenzinho deu um "até logo" pra gente. Do nada. Estávamos jantando na sala com amigos e a Luna, no nosso quarto, deitada na nossa cama com sua companheirinha de sempre, a Tina, deu seu último suspirinho nesta Terra. Dormindo!
Pouco antes servi a janta dela. E ela totalmente normal – pra ela: desceu da cama pela escadinha de pelúcia dela sal-ti-tan-do, rabinho balançando a mil, doida pra COMER. Não à toa o apelido carinhoso da Luna, ao qual ela também respondia!, era... Gorda!
Sim, a nossa Gordinha...
Saí da mesa uma hora depois da janta servida à Luna e suas irmãs e ela lá, normalíssima de novo: fez o xixizinho e o 💩 pós refeição no jornal (educadíssima!), como sempre, que eu catei. E então, depois de mais esse "alô", voltei pro jantar. Coisa de uma hora depois nossos amigos foram embora. E daí a gente foi se preparar pra dormir.
Tô eu no banheiro, colocando o pijama, e ouço a coisa mais inesperada possível: meu companheiro, do quarto, com a voz trêmula, diz: "Amor, a Luna morreu".
Tinha algo erro. Como assim? Era verdade? Ele não tava enganado (mesmo sendo médico?)? Eu tava acordado? Ou sonhando?
O cachorro que tinha me acordado saltitando naquela manhã (como sempre), e que saltitando – de novo – tinha vindo comer da minha mão – apenas 2h antes! –, não podia "estar morto". Do nada!
Mas foi assim mesmo.
E ninguém mereceu mais essa saída do que a nossa Gorda – a cachorra mais pacífica, que se dava bem com todo mundo. Cachorro e bicho gente. E cujo único "defeito" era dar com a patinha na nossa cara, o tempo inteiro, exigindo ser acariciada no sofá da sala toda noite. Parasse eu de fazer carinho? Novo "tapa" na cara. E de novo e de novo e de novo... ad infinitum.
Partiu dormindo, em paz, sem nem notar. Já acordou lá do outro lado, brincando com a Maya, nas nuvens.
Amor, pra sempre.
Saudades, temporárias.
Até logo, Gordinha.
Obrigado por tudo!
🙏