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A inflação nos mercados desenvolvidos voltou a disparar para níveis muito acima da norma de 2010–2019. bloomberg.com/opinion/newsle…
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Quando me dizem que o problema de Portugal é ter falta de formação superior lembro-me deste vídeo... no máximo os portugueses têm falta de literacia financeira e excesso de mitos socialistas... mitos esses que são exatamente proclamados pelos maiores intelectuais carregados de formação nas áreas das ciências sociais e humanidades... Desta formação?! Não, obrigado!
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Bem sei que o Elon Musk te um Net worth de $1 trilião. As três empresas dele juntas geraram $32B em earnings desde que existem. Alguém me explica como é que isto faz sentido? Olhem para a imagem. Tesla gerou $39B em lucros cumulativos, PayPal $33B ... mas a SpaceX destruiu $41B... sim eu sei que muito ainda está para vir... O total das três? $32B... Ou seja, o net worth dele é 30x o que as empresas alguma vez lucraram no total. E eu sei, eu sei ... uma empresa não vale o passado, vale o futuro. É exactamente assim que funciona: descontas os cash flows futuros esperados a uma taxa de risco adequada e chegas ao valor presente. Mas quando o múltiplo que o mercado atribui chega a estes níveis, já não estamos só a falar de expectativas... estamos a falar de narrativa pura. E há uma razão muito concreta para essa narrativa existir: os Estados Unidos precisam dela. Esta narrativa de AI, espaço e tecnologia serve um propósito muito real ... justifica o deploy massivo de capital em infraestrutura, facilita financiamento via equity em escala, e mantém o dinheiro a fluir para onde o governo quer que flua. Não estou a dizer que o Elon não é um génio, é claramente!!! Mas o net worth de $1 trilião não é uma medida do que ele criou. É uma medida do que o mercado acredita que vai criar. E quando essa crença muda, e muda sempre, o número tende a ajustar. Eu não entro nesta euforia. Mas sempre long USA. Never bet against USA!
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A malta não aprende 😂
JUST IN: Billionaire wealth tax no longer projected to be on California ballot, as billionaires worth a combined $1 trillion flee the state in historic wealth exodus.
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Radar macro da última semana já está disponível!!! open.substack.com/pub/elitef…
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Elite Financeira retweeted
Replying to @CarlosAtalaia1
A literatura económica é bastante clara sobre o que distingue países com níveis de escolaridade semelhantes mas produtividades diferentes: liberdade económica. Uma meta-análise de mais de 700 artigos académicos com revisão por pares, publicada no relatório Economic Freedom of the World do Fraser Institute, conclui que mais de 50% dos estudos encontram uma relação positiva entre liberdade económica e bem-estar, contra apenas 4,6% que identificam consequências negativas. Especificamente: 72,5% dos estudos concluem que maior liberdade económica está associada a maior rendimento e produtividade, e 66,3% associam-na a maior crescimento económico. Portugal está sistematicamente mal posicionado nos índices de liberdade económica - carga fiscal elevada, burocracia pesada, rigidez laboral, Estado com peso excessivo na economia. Isto não é consequência da baixa escolaridade... é uma escolha política deliberada, sustentada e defendida por uma elite académica e mediática com formação universitária sólida mas com uma visão profundamente intervencionista da economia. Portanto, o argumento não é negar que a educação importa. É dizer que sem liberdade económica, a educação não se traduz em produtividade. E essa é a conversa que Portugal continua a não querer ter.
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Aqui está o pensamento que nos torna pobres!!! É cultural! Qualificar pessoas num país onde o sistema de ensino é estruturalmente anti-capital não resolve nada... multiplica o problema. Portugal forma década após década uma classe formada com pouca ou nenhuma literacia financeira, avessa ao risco, desconfiante do lucro e convicta de que o Estado é a solução para tudo. Isso não é um acidente, é o produto de universidades, media e cultura política que tratam o capital como suspeito e a redistribuição como virtude. Portanto quando se diz que para qualificar é preciso mais impostos, a pergunta é: qualificar para quê? Para produzir mais técnicos do Estado? Mais consultores de fundos europeus? Mais pessoas convencidas de que a riqueza se distribui antes de ser criada? Os países que ultrapassaram Portugal - Irlanda, Polónia, Roménia - não o fizeram com mais impostos e mais Estado. Fizeram-no com menos burocracia, mais abertura ao capital e incentivos reais ao investimento privado. O problema de Portugal é cultural e político muito antes de ser educacional. E mais formação do mesmo tipo não cura uma cultura que desconfia de quem cria riqueza.
São pouco qualificados, pois são. Tal como (ainda) é a população em geral. E que tal qualificá-los? Aos empresários e ao resto da população. Mas para isso são precisos impostos.
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Estar no top 10 da EY em FDI não diz nada sobre a qualidade desse investimento... e aí está o problema. O que é que Portugal atrai maioritariamente? Turismo, hotelaria, imobiliário, serviços de baixo custo. Setores de pouco valor acrescentado, intensivos em mão de obra barata e dependentes de subsídios fiscais ou clima... Não é investimento em I&D, tecnologia de ponta, manufacture avançado ou serviços de alto valor. Ao mesmo tempo que importamos mão de obra sem qualificações para preencher esses setores, exportamos os nossos jovens mais qualificados para a Alemanha, Holanda, Reino Unido, Suíça, states etc. Portugal é, de facto, um dos países europeus com maior fuga de cérebros per capita. Acho que mesmo o com maior %. Portanto o argumento do FDI alto não refuta o problema... confirma-o. Estamos a especializar-nos em setores de baixa produtividade, e os dados do Our World in Data mostram exatamente isso: a produtividade por hora trabalhada ficou estagnada enquanto países como a Roménia e a Polónia nos ultrapassaram por apostarem em setores industriais e tecnológicos de maior valor. Não é a quantidade de investimento que cria riqueza. É o tipo. A escolaridade não é a causa da baixa produtividade!!! Portugal tem uma das maiores taxas de emigração de jovens qualificados da Europa. Ou seja, quem se forma, vai-se embora... precisamente porque o ambiente económico cá não recompensa o mérito nem o capital. A formação existe, mas não fica retida cá. O problema não é falta de pessoas formadas. É que o ambiente institucional, fiscal e cultural em Portugal continua a penalizar quem produz e a proteger quem não produz. Isso não muda com mais diplomas... muda com menos Estado, mais concorrência e mais incentivos ao mérito.
Replying to @EliteFinPT
É completamente mentira que Portugal não faça grandes esforços para atrair investimento estrangeiro. E é mentira que não esteja a ser bem sucedido. No estudo anual da EY, Portugal tem estado consistentemente no top 10. Em números absolutos. Per capita, seria top 3 provavelmente.
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A Roménia já ultrapassou Portugal em produtividade por hora trabalhada. Repito: a Roménia. Talvez esteja na altura de percebermos que riqueza não se cria com mais redistribuição, mais impostos ou mais intervenção do Estado. Cria-se com investimento, capital, inovação, concorrência e incentivos ao mérito. Os países de Leste perceberam isto. Portugal continua preso às mesmas ideias que o mantêm estagnado há décadas.
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Elite Financeira retweeted
Preço não é valor: o que os "analistas" das redes sociais não te contam sobre a valorização de empresas ... Há um padrão que se repete em quase todo o conteúdo financeiro que vejo nas redes. Recolhem os dados dos últimos dez anos, calculam médias, comparam múltiplos, apresentam um "preço justo" ... e chamam a isso análise. Não é. É pricing. E há uma diferença enorme entre atribuir um preço a uma ação e perceber o que ela realmente vale. O problema não está nos números em si. Está em usá-los sem perceber o negócio por detrás. Um P/E de 12x comparado com a média histórica de 18x não diz rigorosamente nada se não soubermos porquê essa média existia... e se as condições que a justificavam ainda se mantêm. Damodaran demonstrou isto de forma sistemática: todo o múltiplo encerra as mesmas assumptions de um DCF, só que escondidas. E assumptions escondidas são as que ninguém questiona. Buffett disse-o em 2000, quando um accionista lhe perguntou porque não comprava tecnológicas com retornos de 100%: "nunca compramos nada que não consigamos perceber ... e perceber significa ter uma probabilidade razoável de saber onde o negócio estará daqui a dez anos." Escrevi sobre isto com algum detalhe. Sobre a diferença entre preço e valor, sobre o que os múltiplos omitem, sobre o dividend payout que toda a gente analisa mas quase ninguém questiona da forma certa. Deixo o link abaixo. open.substack.com/pub/elitef…
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"Roughly 20% of all U.S. tax revenue is used to pay interest on debt, approaching an all-time high" Será que vai ficar tudo bem?!
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Se pelo menos 10% dos portugueses percebessem isto, Portugal já seria um país muito mais rico. O problema é que o país está completamente asfixiado por mitos coletivistas. Não importa se se consideram de esquerda ou de direita. Os portugueses passam a vida a dizer que os políticos são incompetentes. Mas os políticos são apenas a cara de um povo que continua a confundir criação de riqueza com redistribuição de riqueza. Enquanto a literacia económica média for esta, Portugal continuará a produzir exatamente os resultados que produz.
Jun 9
Replying to @miguel_milhao
Uma economia com 90% dos salários no mínimo sinaliza forte compressão salarial e baixa produtividade média. Implicações principais: • Poucos incentivos para qualificação, inovação ou esforço extra • Crescimento mais lento e menor mobilidade social • Maior informalidade ou desemprego se o piso superar a produtividade de muitos • Igualdade em patamares baixos de renda geral Não é vitória ideológica, mas sintoma de economia pouco dinâmica. Países prósperos mostram dispersão salarial maior, premiando valor criado.
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Elite Financeira retweeted
Berkshire Hathaway director Chris Davis: "We have a country that loves to tear down the heroes. We admire the guy on the way up, but once they succeed we somehow decide they're a villain." "It's a strange thing for us to admire athletes and not admire Jeff Bezos for what he created and how it has served all of us every day. We all use Amazon." "We continue to vilify our heroes, instead of judging people by their biggest accomplishment, not their weakest moment." (h/t @Ritholtz)
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Radar Macro Semanal #3 open.substack.com/pub/elitef…
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"A key coal benchmark for Asia rose to the highest level in nearly two years as Indonesia’s new export rules delayed shipments, tightening supplies just as demand for the power-plant fuel rises with the onset of summer" O rally no carvão não parece ser apenas um movimento especulativo. • Indonésia está a criar constrangimentos na oferta devido a novas regras de exportação • Menor disponibilidade de LNG aumenta a dependência de coal no Japão e Coreia do Sul • O verão aproxima-se e a procura chinesa tende a acelerar Quando um mercado já apertado enfrenta simultaneamente um choque de oferta e um aumento grande de procura, os preços respondem rapidamente. Australian Newcastle coal futures acabam de atingir máximos de quase 2 anos. Um reminder de que, apesar da transição energética, energy security continua a dominar as decisões de curto e longo prazo. bloomberg.com/news/articles/…
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Elite Financeira retweeted
O setor tecnológico a aproximar-se de 40% do S&P 500. Consumer Staples e Utilities nos pesos mais baixos de sempre. Health Care no nível mais baixo desde 1994. Financials desde 2009. Nunca na história o índice esteve tão concentrado num só setor. Nem durante a bolha dot-com chegou a estes níveis. O que isto pode querer dizer é simples: podem existir oportunidades reais fora do mundo tech, em setores que o mercado simplesmente deixou de olhar. E o próprio mundo tecnológico está neste momento precificado para um sucesso infinito, onde qualquer deceção, por mais pequena que seja, tem muito espaço para doer.
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Elite Financeira retweeted
Replying to @Pedrojcgomes
Concordo que a demografia e a geografia são fatores importantes. Mas não explicam tudo. A Polónia também enfrentou uma enorme emigração após a entrada na UE e muitos países da Europa Central partiram de posições geográficas e económicas muito desfavoráveis. A questão é porque razão alguns países conseguem aumentar a produtividade e criar setores de elevado valor acrescentado apesar dessas limitações, enquanto outros continuam dependentes de consumo, imobiliário, turismo e fundos externos. Na minha opinião, a fuga de talento é muitas vezes uma consequência do problema, não a causa. As pessoas saem porque a economia não cria oportunidades suficientes em setores produtivos e bem remunerados. É precisamente aí que entram as instituições, os incentivos e a forma como o capital é alocado.
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