DÉFICE DE 300 MIL FOGOS
Na última década construímos 300 mil fogos a menos do que era necessário para satisfazer a procura de casas e o crescimento populacional.
Segundo os dados mais recentes agora publicados pelo Banco de Portugal, a procura e a oferta de casas estão mais ou menos equivalentes, como podemos ver no slide 1.
A construção de casas tem aumentado, assim como os licenciamentos (slide 2). Mas ainda a um ritmo demasiado lento.
Porém, permanece este défice de construção de 300 mil casas.
Um défice de 300 mil casas que é equivalente quase a todas as casas existentes no município de Lisboa. E mais do dobro dos fogos existentes em todo o município do Porto.
Se quisermos uma outra comparação, este défice de 300 mil fogos é equivalente ao total conjunto das casas existentes nos municípios de Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Santarém, Vila Real e Viseu.
Um número impressionante que nos deve fazer refletir e fazer atuar. Precisamos de mais (muito mais) oferta de casas. E precisamos de mais habitação social, quer na sua componente pública, quer através do estabelecimento de cooperativas habitacionais, como se passa noutros países.
Para saber mais, não perca o tema em destaque do novo Boletim Económico do Banco de Portugal: 🔗
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