Carta aberta aos liberais, independentes e à centro-direita
Depois de um mês de altos e baixos, talvez seja hora de botar a bola no chão e olhar o cenário com frieza.
É legítimo que cada um tenha suas preferências. Tem quem queira uma direita mais liberal, mais nacionalista, um nome mais técnico, quem esteja cansado da polarização e quem simplesmente não goste do bolsonarismo.
Eu entendo isso.
Mas também não dá para fingir que a política acontece no mundo perfeito.
A política acontece no Brasil real. Um país tomado por facções terroristas, pobre, travado, dominado por um regime que une políticos, terroristas e membros do Judiciário contra as pessoas comuns, e que tem seus tentáculos na mídia, nos bancos e até entre influenciadores digitais.
Por favor, gente: temos presos políticos, 51% da população no assistencialismo, juros a 15%, nosso dinheiro não vale nada, as pessoas têm o celular do ladrão e o celular verdadeiro, uma pessoa da classe média não consegue mais pagar um plano de saúde, e trocar de carro virou comprar uma casa.
O Nordeste está escravizado, o Judiciário dominado, e o PT, em aliança com o STF, se prepara para consolidar o poder pelos próximos 40 anos. Eles já pararam de jogar pelas regras.
Agora, olhemos para a direita.
Zema, Caiado e Renan podem ter qualidades. Mas sejamos sinceros: quantos deles mobilizam milhões fora da própria bolha? Quantos têm voto orgânico no país inteiro? Quantos têm força real para sentar com lideranças internacionais e fazer o tema Brasil andar? Nenhum deles conseguiria marcar uma reunião com o presidente do Paraguai.
O bolsonarismo, com todos os seus defeitos, tem isso.
Tem voto, povo, rua, identidade, capacidade de enfrentamento, penetração internacional e articulação com a direita ocidental.
E é o único movimento de direita realmente pronto para esta eleição, com alguma chance de vencer esse sistema.
Flávio não precisa ser o candidato ideal de todo mundo. Nenhum candidato será. Eu mesmo tenho críticas e reservas. Mas eleição não é sobre o ideal; é sobre o POSSÍVEL.
Ou a direita entende que precisa se organizar em torno do movimento que EXISTE, ou vai assistir a mais uma década de PT e STF, terrorismo como aliado, economia travada e povo pobre sendo usado como massa de manobra.
Hoje, Lula joga parado: toda a direita não bolsonarista está trabalhando desde dezembro na troca do Flávio por outro candidato. A esquerda não precisa fazer mais nada. Qualquer cortina de fumaça que a mídia jogue contra o Flávio vira o assunto mais importante do Brasil dentro da direita.
Se, por alguma sorte, nós conseguirmos vencer essa eleição, vai ter espaço no governo do Flávio para todo mundo da direita. O bolsonarismo não tem quadros para fechar um governo sozinho. E, em oito anos, vocês podem se tornar competitivos e governar também.
Porque puxar o tapete do Flávio agora não é atestado de pureza política: é garantir ao povo do Nordeste mais gerações na miséria, é dar a muitas pessoas a certeza de que não vale a pena viver mais neste país, é entregar mais 12 anos ao PT/STF. Provavelmente, será o nosso ponto final.
Eu apelo: não é hora do ideal. É hora do possível.