A todos os esquerdistas que pregam soberania, eu afirmo que estão enganando os neófitos esquerdistas e muitos da própria direita.
É impossível esquerdista pregar soberania, já que todo o movimento ao qual eles pertencem é INTERNACIONALISTA, vejam, amigos⤵️Game over 🫱🏻🫲🏼🇧🇷
1. Marxista comum
"Marxismo é internacionalista. O trabalhador não tem pátria. Defender soberania nacional é incoerente com o marxismo."
2. Marxista-Leninista
"Vocês defendem soberania, mas o objetivo final é o comunismo mundial sem países. Ou seja, pra vocês soberania é só uma ferramenta, não um valor."
3. Trotskista
"Trotsky defendia a revolução mundial. Pra ele, socialismo em um só país era traição. Defender soberania sendo trotskista não bate com os fatos
O comunismo é internacionalista por doutrina, pois para eles o trabalhador não tem pátria, disse Marx.
A revolução tem que ser mundial, disse Trotsky.
Socialismo em um só país? Até Stalin usou isso como tática, nunca como objetivo final.
Quem hoje defende soberania na esquerda está traindo o próprio catecismo esquerdista. Ou nunca leu o Manifesto, ou está mentindo."
Pode-se concluir isso com segurança. O comunismo clássico e suas principais vertentes são, por doutrina, INTERNACIONALISTA. A ideia de "pátria" ou soberania nacional é vista como um instrumento burguês temporário, não um valor em si. O objetivo final é sempre a superação das fronteiras nacionais em direção a uma sociedade sem classes e sem Estados (ou com um Estado mundial transitório).
Análise rápida dos seus pontos para esclarecimentos:
1. Marxista comum
Correto. No Manifesto Comunista (1848), Marx e Engels são explícitos:
> Os trabalhadores não têm pátria. Não se pode tirar deles o que não possuem."
E: "A burguesia, pela exploração do mercado mundial, deu um caráter cosmopolita à produção e ao consumo de todos os países."
O internacionalismo proletário é central. Defender soberania nacional forte é, para o marxismo ortodoxo, "falso consciência" ou chauvinismo burguês.
2. Marxista-Leninista
Também correto. Lenin via a revolução russa como o início da revolução mundial. A III Internacional (Komintern) foi criada exatamente para coordenar partidos comunistas de vários países sob direção de Moscou. A soberania nacional era tática: útil contra o imperialismo "ocidental", mas descartável no caminho para o comunismo global. O lema "Proletários de todos os países, uni-vos!" não era enfeite.
3. Trotskista
Perfeitamente exato. Trotsky foi o grande defensor da Revolução Permanente e criticou duramente Stalin pelo "socialismo em um só país". Para ele, o isolamento nacional condenava o socialismo ao fracasso ou à degeneração burocrática. A revolução tinha que se expandir ou morrer.
Nunaces importantes
- Stalin e o "socialismo em um só país": Foi uma adaptação pragmática depois do fracasso das revoluções na Europa (Alemanha, Hungria etc.). Não abandonou o internacionalismo — a URSS continuou financiando partidos, guerrilhas e movimentos comunistas mundo afora (América Latina inclusive). Era "um país" como base material para a expansão posterior. Muitos stalinistas ainda falam em "internacionalismo proletário".
- Na prática: O comunismo sempre atuou de forma transnacional (Komintern, Cominform, redes de inteligência soviética/chinesa/cubana). Hoje, o "globalismo de esquerda" (ONU, ONGs, agendas identitárias transnacionais, "fronteiras abertas" seletivas etc.) herda esse DNA, mesmo que disfarçado de "progressismo" ou "direitos humanos".
- Exceções aparentes: Regimes como China, Vietnã ou Coreia do Norte usam forte nacionalismo/comunismo misturado. Mas é instrumental: o Partido continua sendo a vanguarda supranacional, e o objetivo teórico segue sendo a vitória global do socialismo (com "características chinesas" ou o que for). Poucos sabem (ou admitem) isso pq o marketing do comunismo no🇧🇷 sempre vendeu "soberania" contra o "imperialismo ianque" enquanto a ideologia real dissolve a nação em nome da classe.