Cristão.

Joined September 2015
3,708 Photos and videos
Renato Giraldi retweeted
Ao trazer um artigo sobre a força da direita nas redes em 2018, @kimpaim relembra por que vencemos. Bolsonaro pautava o debate, a verdade circulava e o eleitor tinha um roteiro claro para defender os valores da candidatura. Cada um fazia a sua parte. Foi assim que o bolsonarismo dominou o ambiente digital e passou a representar a própria direita. Hoje, a turma de Nikolas quer herdar essa força sem assumir o trabalho que a construiu. Diante das mentiras contra Flávio, não reage, não esclarece e não faz chegar ao eleitor a defesa que, em 2018, ajudou a sustentar Bolsonaro. E, quando parte dessa turma resolve falar, muitas vezes é para aumentar ainda mais o desgaste. Diante desse cenário, Kim foi taxativo: “Por que a gente não pode fazer o que fizemos em 2018? Se os aliados começarem a agir como aliados, a campanha de Flávio decola.”
17
178
482
6,179
Renato Giraldi retweeted
Felipe, você foi elegante, mas encheu a resposta de pedigree: UCLA, Michigan, "os melhores acadêmicos do país e dos EUA". Tudo bem. Se o debate agora é de credenciais, ponhamos as duas na mesa, com classe, e depois voltemos ao que importa, que são os dados. Cofundei a Semantix, deep tech brasileira fundada em 2010, que fez IPO na Nasdaq em 2022. Hoje fundo a Arvor, dedicada a avançar o uso real de inteligência artificial. Não vivo de slides: construí sistemas de produção. Aprendizado de máquina, aprendizado profundo e, hoje, grandes modelos de linguagem e mineração de dados, ajuste fino, transformadores, Big Data. Sistemas de predição que cruzam dado interno com externo, dado de fabricação com dado de clima. Diagnóstico por IA de tomografias durante a covid. Algoritmos de predição para o mercado financeiro. Sistemas em tempo real para seguradoras prevendo sinistro. E agentes de IA que funcionam como funcionários de IA, que entregam resultado, não como assistentes que respondem perguntas. Fui aluno de aprendizado de máquina do Andrew Ng, em Stanford. E sou jornalista formado pela Cásper Líbero. Palestro sobre processamento de linguagem natural há muitos anos; em 2013, em Portland, falei sobre a relevância matemática de documentos em buscas, recuperação de informação, e sobre análise em tempo real na exploração de petróleo. Digo tudo isso para um ponto, e este é o que importa: eu não sou do setor de pesquisas. Não sou seu concorrente. Não quero entrar nesse campo. E é exatamente por ter base matemática e estatística profunda, por estar fora do setor e por ser jornalista que me sinto habilitado a fazer o que faço, traduzir para o público. Eu não meço opinião pública; eu construo algoritmos e os explico. O debate sobre o método da sua casa é seu, e cabe a quem é do setor. O debate sobre o que o eleitor merece saber é de todos, e é nesse, na ágora, que estou. E aqui o seu currículo trabalha contra você, com todo o respeito. Você tem, além do doutorado em Ciência Política pela UCLA, em 2015, um mestrado em Estatística pela mesma UCLA, em 2013. Credencial técnica de verdade, e eu a reconheço sem reservas. Mas é justamente por causa dela que a omissão pesa mais. Um mestre em Estatística sabe, melhor que qualquer um, a diferença entre uma margem escalada pelo tamanho da célula, que é o que está na tabela da página 4 do relatório, margem de amostra aleatória simples por subgrupo, e uma margem corrigida pelo efeito de desenho do sorteio por conglomerados. A tabela que você me ofereceu como resposta não responde à pergunta: ela dá margens maiores para subgrupos menores, o que é óbvio, mas não corrige nenhuma delas, nem a geral de ±2,2 da manchete, pelo efeito de desenho real. Quem tem mestrado em Estatística não confunde as duas coisas por acidente. Em outras palavras, Felipe, o seu diploma é a prova de que a omissão do efeito de desenho foi escolha, não descuido. Você respondeu à crítica de linguagem com uma aula sobre a taxonomia do método: perguntas plenamente balanceadas, vinheta, teste de mensagem, pesquisa indutora ilegítima contra estímulo legítimo. Tudo correto, e nada citando uma única linha do seu próprio formulário. A isso chamo luxo de seminário: discutir a categoria para não discutir a frase. A auditoria séria, como a vida real, tem tons e matizes, e lê a palavra impressa, não a abstração. Então vamos ler as palavras, que estão no instrumento registrado no TSE. A Q54 e a Q55 trazem, no enunciado lido a todos os 2.004 entrevistados, a expressão "o escândalo do Banco Master". Escândalo é palavra-sentença: pressupõe culpa antes do juízo de quem responde. O próprio Krosnick que você invoca manda neutralidade de redação no enunciado; em lugar nenhum manda carimbar "escândalo". E aqui está a troca de objeto: "plenamente balanceada" é sobre as opções de resposta equilibradas, e nisso concordamos, nunca critiquei a escala "já sabia ou ficou sabendo agora". Critiquei o substantivo no enunciado. Você respondeu sobre a escala. Trocou o objeto. O preâmbulo lido entre a Q55 e a Q56: "vieram a público áudios e mensagens, visita de Flávio à casa de Vorcaro, quando ele cumpria prisão domiciliar, e a Polícia Federal investiga repasses de cerca de R$ 61 milhões". Boletim de acusação recitado em 2.004 casas. A Q77 do tarifaço: "Você acredita que essas novas tarifas vão prejudicar sua vida ou de sua família?" Futuro do indicativo, dano dado como certo, sendo que três perguntas depois a sua própria Q80 pergunta se Trump "vai voltar atrás". Ou seja, o instrumento confessa que nada está consumado. Nenhuma das três é pergunta plenamente balanceada. São enunciados com adjetivação e tempo verbal que empurram. Isso não se resolve com bibliografia; resolve-se trocando as palavras. Fiz a conta que você preferiu não fazer. Classifiquei as perguntas de opinião e estímulo do questionário, excluindo demografia, intenção de voto pura e aprovação padrão, pela direção do enquadramento. O resultado é uma assimetria de tratamento que nenhum manual de Michigan autoriza. E vou ser rigoroso e justo, porque é a justiça que torna o ponto imbatível. De um lado, o governo Lula é apresentado com seus benefícios, convidando à aprovação. O bloco de políticas, Q40 a Q44, abre com "para tentar resolver os problemas do país, o governo Lula tem criado" e lista cinco programas, cada um com sua bondade: 60 bilhões para as polícias; fim da taxa das blusinhas que "deve baratear"; crédito facilitado; combustível mais barato; Desenrola. Some a isenção do IR, Q47 e Q48, "beneficiou você?", e o Desenrola 2.0, Q50 a Q53, com "descontos de 30% a 90%", "90 dias", "FGTS". São cerca de onze itens de entrega governamental descritos de forma positiva. Do outro lado, a oposição é apresentada com a acusação. O bloco Master, Q54 a Q60, com "escândalo", PF, R$ 61 milhões, prisão domiciliar, "atitudes ilegais", "corrupção", mais Q61 e Q62 sobre trocar o candidato. São cerca de nove itens de enquadramento negativo do principal adversário. E o golpe não é a contagem, é a categoria: não há espelho. Não existe no formulário um único preâmbulo "entrevistador, leia" descrevendo uma investigação ou acusação contra o governo. A palavra "escândalo" aparece zero vez do lado de Lula. Não há bloco descrevendo realizações do campo Bolsonaro com seus benefícios, como há para os programas de Lula. O governo ganha o tratamento "deixe-me descrever a entrega"; a oposição ganha o tratamento "deixe-me descrever a acusação". Agora a blindagem, porque exagerar seria mentir. O questionário não é monoliticamente anti-Bolsonaro, e dizer isso com honestidade é o que dá autoridade ao ponto. A Q34 e a Q35, sobre moderação de Lula e de Flávio, são genuinamente balanceadas. A Q45 pergunta criticamente se os programas visam "melhorar a vida da população ou ganhar votos", ponto justo a favor da neutralidade. O bloco de segurança e facções, Q68 a Q71, é enquadrado de forma favorável à pauta da direita, classificar PCC e CV como terroristas, 60% apoiam, e a Q71 chega a creditar a Flávio influência sobre Trump. A Q59 lê a defesa de Flávio antes de perguntar. As Q78 e Q79 do tarifaço trazem os dois lados. Concedo tudo isso de boa-fé. E mesmo concedendo tudo, a assimetria de tratamento permanece: só um lado é "escândalo", só um lado tem preâmbulo-acusação, só um lado tem suas entregas narradas como bondade. Numa razão aproximada de 3 para 1 de estímulo enquadrado, o desequilíbrio pende para o governo. E há um juiz que encerra a dúvida: publique os microdados, e qualquer um refaz a minha conta. A transparência é o árbitro; a recusa a ela é que mantém a suspeita viva. Aceito sua sabonetada sobre microdados, e sem ironia. Dado é propriedade intelectual, empresa precisa de receita, o Roper tem dotação patrimonial e você tem folha de pagamento. Respeito quem paga salário no Brasil. Mas, de empreendedor para empreendedor, dois argumentos. Primeiro: pesquisa eleitoral é caso especial. Ao exigir registro no TSE, ela deixa de ser um conjunto de dados comercial qualquer e vira instrumento de interesse coletivo, ainda que com nota fiscal privada. O escrutínio público vem embutido na natureza do produto. Segundo: o movimento de construir em público e de código aberto tem crescido entre as startups, e pode ser mais interessante para você, no negócio e na educação, do que o fechamento. E eu falo com autoridade porque faço isso. O Relentless, aberto, mais de 5.000 downloads, orquestra múltiplos agentes de IA em paralelo para tarefas complexas, economiza custo e organiza entregas. O Concierge, agente de atendimento especializado por WhatsApp que não é assistente de respostas, executa operações, quase humano. O brasil.arvor.co, com relatórios e análises de dados do Brasil e das pesquisas eleitorais. E o brasil-cli, aberto, onde estão os códigos dos sistemas que os agentes da Arvor usam nas análises aprofundadas das pesquisas, análise que não é só minha, é direcionada por mim e potencializada por agentes que pegam o que eu deixaria passar. Esses avanços só existem porque a matemática, o construir em público, o código aberto e o conhecimento acumulado da humanidade foram abertos. Conhecimento fechado trava melhoria. E se você não quiser abrir agora, abra a posteriori, com carência, no modelo Gallup que doa ao Roper depois da vida útil do dado. Código fechado para sempre só impede que a sua pesquisa fique muito melhor. O mundo pede o viável; a consciência do empreendedor cobra o passo seguinte. Com grandes poderes vêm grandes possibilidades, e com grandes riscos vêm ganhos de marca imprecificáveis no presente. As empresas que viram referência mundial são as que publicaram o que ninguém pedia. Confiança é juro composto: o balanço não a capta no trimestre, mas é ela que decide quem a história lembra. E aqui um ponto delicado, que faço com bisturi, não com porrete. Você invocou a UCLA como prova de autoridade. Pedigree, porém, corta dos dois lados. O mestrado em Estatística é legítimo, o doutorado também, e eu os credito. Mas pedigree certifica competência, não neutralidade. E foi você quem trouxe o pedigree para a mesa. E eu conheço bem as UCs. Inclusive Berkeley, onde conheci o Ion Stoica, um dos co-fundadores da Databrics e responsáveis pela criação do Ray, um dos frameworks usados para treinamento de IAs. Berkeley é ainda mais à esquerda do que a UCLA, mas a UCLA certamente não é diferente. Também conheço Stanford e o viés dos campus de ciências humanas. Então o ambiente acadêmico da Califórnia é dominado pela esquerda, não vamos nos esquecer disso. Fato verificável: os estudos de registro partidário do corpo docente das universidades de elite americanas, de Langbert e Stevens, mostram que nas ciências sociais a razão de professores democratas para republicanos é altíssima, média de 8,5 para 1, chegando a 27 para 1 na sociologia e 42 para 1 na antropologia, contra cerca de 1 para 1 na população. Califórnia, Los Angeles, a academia de ciências sociais de elite: é monocultivo ideológico documentado, não teoria da conspiração. Isso não invalida a técnica. Invalida a pretensão de neutralidade que a credencial costuma carregar. Efeito de casa não é acusação de fraude; é a inclinação sistemática que toda casa de pesquisa tem. E para localizar o efeito de casa de um instituto, ajuda conhecer a água em que o peixe nadou. Eu não preciso saber a sua intenção, Felipe; eu observo o seu instrumento, e o instrumento tem um lado só com "escândalo". A formação explica a água; o formulário mostra o peixe. Não te acuso de má-fé. Aponto apenas que neutralidade não se prova com diploma, prova-se com microdados. O que seria bom ver? 1. O efeito de desenho publicado ao lado das margens da página 4, e você, mestre em Estatística, faz isso num anexo de uma página. 2. Gráficos claros de margem de erro mostrando o intervalo de cada candidato e onde eles se tocam, empate técnico real contra vantagem real. A Arvor já montou esses gráficos de floresta para o 1º e o 2º turno desta Quaest, publicados no nosso dossiê; é só copiar a ideia, de graça. 3. Rótulo "opinião após estímulo informacional" em todo resultado pós-vinheta, como você mesmo prescreveu. 4. Preâmbulos simétricos: mesmo espaço para acusação e defesa, sem palavra-sentença como "escândalo", e tempo verbal condicional para evento não consumado, "se entrarem em vigor", não "vão prejudicar". 5. Auditoria de equilíbrio do formulário: contagem de perguntas com estímulo pró-governo contra pró-oposição, publicada junto. 6. Microdados com carência, doze meses ou pós-eleição. Registro, e com sinceridade, que você veio debater de cara limpa, com nome e referências. É raro e é valioso. O debate na praça é exatamente do que a democracia precisa, e a porta do padrão-ouro continua aberta, dependendo de uma assinatura, a sua. Uma última, Felipe: você foi treinado pelos melhores do mundo; agora pode treinar o mundo, sendo o primeiro a abrir o que ninguém abre. Pedigree mostra de onde você veio. Transparência mostra até onde você vai. Exemplos de gráficos que poderiam gerar manchetes mais precisas e mais transparentes. Na prática, hoje, só Flávio teria chances reais contra Lula. E obrigado por permitir esse debate aberto. Sei que estamos em campos ideológicos opostos, mas ainda assim o debate é necessário. Na esperança de mais transparência, torço por alguma reconsideração sua na linguagem do questionário e na transparência. O Brasil agradece.
Replying to @leonardodias
Uma pena ser raro. Eu fui criado na universidade. Fui treinado pelos melhores academicos do país e dos EUA. No doutorado em Los Angeles um dos meus professores não cansava de repetir: o conhecimento avança com o debate. não precisamos concordar em tudo, mas ouvir e dialogar é fundamental. Pra aprender e melhorar, sempre. Eu não sei tudo, Leo. Aliás, busco ler, estudar, aprender sempre. Estar sempre antenado ao que há de mais avançado no debate me ajuda a diminuir minha chance de errar. Não quer dizer que eu não vá errar, mas minimizar o erro é que projeta a gente, então to sempre nessa luta. Lendo seu tweet, aprendi algumas coisas: 1/ eu preciso deixar mais claro que ninguém, além de mim, e minha equipe, tem acesso a qualquer dado de pesquisa antes de ser publicado. Ninguém, nem mesmo o cliente, que patrocina o trabalho, tem acesso. Bacana, né? Meu trabalho não faz seleção temporizada de informação. Eu apenas uso o meu direito, já que sou eu quem fez a pesquisa, que coordenei o estudo, e que tem responsabilidade sobre ele, de separar a conversa em blocos. Vc tem o direito e pautar no seu podcast um assunto por semana, ou dia, ou mês. Vc não tem obrigação de falar de tudo ao mesmo tempo. Mas tem o direito de escolher como quer divulgar o que analisa. Vc seleciona a partir de um critério justo, correto, isento, sem causar prejuízo, eu acredito. Eu também. Não faz sentido deixar todos os temas soltos e embolados. Isso só serviria pra diminuir o valor do meu trabalho. Mas eu não prejudico ninguém fazendo isso. Pq só eu sei disso. E eu não uso essa informação para absolutamente nada. Meu trabalho é captar a opinião pública. O seu é, pelo que entendi, analisar, criticar, salientar problemas, apontar erros, elogiar... ainda bem que tem quem topa fazer filme, e quem prefere ser critico de cinema. O cineasta não precisa concordar com a crítica, mas deveria ouvi-la com atenção. E isso eu não abro mão. 2/ eu preciso publicizar mais o site da minha empresa e tornar mais conhecida a aba onde estão os relatórios. Lá as pessoas podem baixar os arquivos completos. Na página 4 do relatório tem uma tabela com as margens de erro calculadas para cada sub-grupo da pesquisa depois que a pesquisa foi coletada. Ou seja, mesmo que a lei não me peça, eu ofereço ao leitor informação de margem de erro já com o campo realizado para que ele possa ler corretamente as variacoes significativas do relatório. Só há um porém. A lei me obriga a fixar a margem de erro geral. E eu cumpro a lei, mesmo sabendo que ela poderia ser melhor formulada. Isso eu não posso e não devo, como minha mãe sempre me diz, infringir. Seguimos juntos, espero, na busca de melhorias na legislação. Mas sem perder a chance de fazer melhor. Eu faço a minha parte. Confere lá no PDF da pesquisa e vc vai ver as margens dos sub-grupos. 3/ eu também aprendi que a literatura de metodologia de pesquisa precisa ser mais difundida. E neste caso, me permita discordar peremptoriamente da sua 'acusação' de que eu uso o meu formulário como propaganda. O que eu faço está orientado nos principais livros, artigos cientificos internacionais sobre os aspectos cognitivos da metodolofia de survey. Se vc se interessar em se aprofundar no tema, busque os cursos que a universidade de Michigan oferece e você verá que o que eu faço está longe de ser propaganda, mas o que chamamos de 'fully balanced questions'. Por favor, não me entenda mal. Nem todo mundo tem a obrigação de saber de tudo. Eu não sei qual a sua formação academica ou sua experiencia de trabalho, mas sei que vc é sério e interessado. Então me permita te explicar objetivamente o que eu faço e porque. Quando se pretende fazer uma pesquisa de opinião (survey) com o objetivo de se ter uma redação neutra e escalas balanceadas para perguntas sobre grau de informação de um evento público deve-se construir perguntas “fully balanced”, ou seja, apresentar explicitamente os dois lados possíveis da resposta. Ou seja, a pergunta deve deixar claro que respostas em direções diferentes são igualmente aceitáveis, sem empurrar o respondente para uma delas. O argumento principal vem de Shaeffer, Krosnick, Langer e Merkle (2005), em Public Opinion Quarterly. Para os eventos que eu busco testar, o grau de informação sobre uma notícia que se aventou na imprensa, segundo eles, não se deve perguntar “Você está bem informado sobre o evento X?”, porque isso tende a induzir concordância ou resposta positiva. Krosnick e Presser, no Handbook of Survey Research, recomendam evitar formatos “concorda/discorda”, “verdadeiro/falso” e “sim/não” quando se quer reduzir aquiescência; eles indicam formatos que oferecem alternativas substantivas e pedem ao respondente para escolher entre elas. O mesmo ponto aparece em Saris, Revilla, Krosnick e Shaeffer (2010), em Survey Research Methods: respostas a escalas “concorda/discorda” tiveram qualidade inferior às de perguntas com opções específicas ao item. Eu ofereço argumentos e pergunto: 'você já sabia ou ficou sabendo agora?' Isso permite que o entrevistado se sinta confortável, já que a opção saber agora é igualmente aceitável. Mas vc argumenta que isso induz, ou faz propaganda. Expor o entrevistado a uma informação dentro de um survey não transforma automaticamente a pesquisa em propaganda. Em metodologia de survey, isso pode ser uma vinheta, um estímulo informacional, um teste de mensagem ou uma pergunta de opinião “após exposição padronizada”. O que precisa ser avaliado é: transparência, fidelidade factual, balanceamento, desenho amostral, finalidade declarada e forma de divulgação dos resultados. A AAPOR — principal associação internacional de pesquisa de opinião pública — distingue expressamente “push polls” de pesquisas legítimas de message testing. Segundo a entidade, o simples fato de uma pesquisa conter informação negativa sobre candidato ou tema não basta, por si só, para caracterizá-la como “push poll”; testes de mensagem podem comunicar informação positiva ou negativa em termos políticos fortes, mas devem ser julgados por critérios éticos como veracidade, ausência de indução enganosa, transparência e tratamento justo do respondente. Se a pergunta pretende medir conhecimento prévio, ela deve ser feita antes de qualquer informação. Mas, se depois o questionário apresenta um fato, uma descrição ou uma vinheta e mede a reação do entrevistado, o objeto medido deixa de ser “opinião espontânea” e passa a ser opinião condicionada à exposição a uma informação padronizada. Isso é uma prática reconhecida em survey experiments e estudos de opinião, desde que os resultados sejam divulgados com essa qualificação. A literatura sobre survey experiments em ciência política descreve justamente esse uso de tratamentos informacionais dentro de questionários, combinando amostras populacionais com estímulos controlados. Você pode consultar a fonte aqui: cambridge.org/core/journals/…. Eu não quero lacrar ou ganhar o debate. Mas lendo seu comentário, que considero sério e respeitoso, aprendi que preciso deixar questões importantes mais explícitas, mostrar as referenicas, provar que não estou inventando nada de errado, apenas seguindo o que ensina as melhores escolas de pesquisa do mundo. Não pretendo com nada disso que vc mude sua opinião ou ache outra coisa. Eu respeito isso, mas espero que vc tbm respeite o fato de que eu estou seguindo o padrão internacional de pesquisa. Obrigado pela oportunidade de aprender o que eu preciso deixar mais claro no meu trabalho.
10
44
127
7,284
Renato Giraldi retweeted
Assistam principalmente a parte que começa falando da SpaceX. Isso está acontecendo agora! Brasil tem uma janela máxima de uns 4 ou 5 anos para entrar nos trilhos ou vai ficar igual a África.
O Mundo CAPOTOU: Flávio vs Lula TOMOU Uma NOVA Proporção A Briga Pela Vice e Ministérios Chave. youtu.be/CErfgJBHYbA
118
1,036
2,784
23,949
Renato Giraldi retweeted
Replying to @kimpaim
@kimpaim EXPLICA O DESENHO DA EXPLICAÇÃO DO PLANO DOS DITOS LIBERAIS E ainda escancara a hipocrisia/ interesses dessa ala na hora de reunir esforços em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.
12
300
683
8,784
Renato Giraldi retweeted
O vídeo do @kimpaim de hoje é fundamental. Sem exagero. Uma mostra de como tem uma ala que faz uma leitura rasa do que está acontecendo no mundo, enquanto os que realmente enxergam as mudanças históricas são tachados de ignorantes, broncos, radicais, qi 83… uma inversão completa da realidade. Assistam: youtu.be/CErfgJBHYbA?is=TS6y…
15
266
676
7,969
Renato Giraldi retweeted
O bar tá endividado O cliente também Trocando picanha por frango Faz o L!
35% dos bares brasileiros estão endividados. 81,6% das famílias também. O cartão rotativo cobra 428% ao ano. O governo do painho vai aparecer na foto da Copa. O brasileiro vai continuar escolhendo entre pagar a fatura o colocar a cerveja no isopor..
5
51
161
1,829
Renato Giraldi retweeted
O “amor” venceu!
Você viu primeiro aqui Abril / Maio e é 80,16% de aumento ta.
369
1,967
7,567
73,490
Renato Giraldi retweeted
O encarte é de Janeiro de 2022. Qual produto te chamou mais a atenção? Pra mim foi a caixa de LEITE a R$ 2,99. Quanto tá hoje @minhainflacao ?
462
1,827
5,666
73,603
O governo que transformou picanha e cerveja em símbolo de campanha conseguiu a proeza de transformar os dois em artigo de luxo. Faz o L.
5
152
415
4,323
Renato Giraldi retweeted
A campanha do Flávio Bolsonaro está cheia de tucanos e Liberais prudentes e sofisticados deve ser a estratégia do século, coloquem o pessoal do grupo que perdeu todas as eleições nacionais desde 2000, pegue os liberais que querem criar o Pós-Bolsonarismo e criar uma direita liberal, e os que trabalharam pela terceira via em 2018 e 2022, junte eles para fazer a campanha do Flávio Bolsonaro escolhido pelo Bolsonaro que os liberais desprezam e que querem Zema e Caiado, que são candidaturas concorrentes, e deixe o Flávio bolsonaro levar porrada de todos mas não poder atacar de volta, afinal ele precisará dos votos liberal moderado no segundo turno. Estratégia do século, só que não acho que seja pro Flávio Bolsonaro ganhar, parece mais ser pro Flávio Bolsonaro perder, ou se ganhar ele tenha o governo capturado completamente pelos liberais, mas se perder, em 2030 talvez a direita liberal teria a tão sonhada chapa Tarcísio e Michele junto Nikolas e Zema, Caiado, e seria grande vitória da direita. O problema disso tudo é que tem uma pedra no caminho os "Fanáticos Bolsonaristas".
O Fabio Portela é o primeiro assessor de imprensa que conheço que, durante a pré-campanha, opta por esconder o candidato da própria imprensa. Deve ser alguma estratégia miraculosa importada da FSB.
7
27
88
1,733
Renato Giraldi retweeted
Canarinho pistola com o preço do carrinho
5
63
387
3,329
Renato Giraldi retweeted
Meu advogado me proibiu de comentar o que eu penso
O Fabio Portela é o primeiro assessor de imprensa que conheço que, durante a pré-campanha, opta por esconder o candidato da própria imprensa. Deve ser alguma estratégia miraculosa importada da FSB.
3
19
157
2,273
O Fabio Portela é o primeiro assessor de imprensa que conheço que, durante a pré-campanha, opta por esconder o candidato da própria imprensa. Deve ser alguma estratégia miraculosa importada da FSB.
12
177
729
16,395
Renato Giraldi retweeted
É POR ISSO QUE O LULA ESTÁ VESTINDO A CAMISA DO BRASIL Agora eu entendi! O LULA, sabendo que ele destruiu o Brasil, agora veste a camisa do nosso lado. Ele está fazendo campanha pro Flávio, minha gente! Obrigada pelo esclarecimento @filipetrielli e @Arthurmachadosp
20
200
630
15,043
Renato Giraldi retweeted
Hoje tive um tempinho com meu pai @jairbolsonaro . Tanto ele quanto eu estamos confiantes na vitória da seleção. Meu palpite é 2x1 Brasil, mas se a seleção quiser fazer mais, não vou reclamar. Bora pra cima, Brasil! #FifaWorldCup #CopadoMundo #Brasil
506
2,682
12,535
75,034
Renato Giraldi retweeted
A picanha foi uma das coisas mais repetidas da campanha do Lula. Quatro anos depois, o petista não conseguiu entregar nem carne de segunda. A picanha é um dos muitos símbolos da falência desse desgoverno. Assim como a geladeira vazia e a inadimplência generalizada. O slogan do governo Lula deveria ser: “Sem picanha e com o nome no Serasa.”
342
1,945
6,221
44,897
A cada nova reportagem fica mais fácil entender por que PCC e CV passaram a ser tratados como organizações terroristas. E sob o governo Lula a resposta parece ser sempre a mesma: normalidade.
Trump está ciente de refinarias brasileiras abastecendo o PCC revistatimeline.com/p/trump-…
13
508
1,131
9,915
Renato Giraldi retweeted
-Morre mais uma narrativa -Mais um “aliado” desmascarado Tá cheio de papel higiênico de esquerdista por aí.
Paulo Figueiredo levantou várias perguntas que se o Constantino tiver um pingo de vergonha deveria responder. Eu tenho certeza que ele não vai responder orgulhoso como é não vai voltar atrás de todas as acusações que ele fez contra o Flávio!
153
1,215
4,200
36,114
Uma coisa que sempre me chamou atenção nesse debate. PCC e CV movimentam bilhões de reais por ano. Bilhões. Não existe organização desse tamanho operando apenas com dinheiro vivo, saco de dinheiro e conta de laranja de bairro. Em algum momento esse dinheiro precisa circular pela economia. Talvez por isso parte de Brasília e da Faria Lima tenha ficado tão preocupada com os possíveis efeitos da classificação americana desde o primeiro dia.
Trump está ciente de refinarias brasileiras abastecendo o PCC revistatimeline.com/p/trump-…
19
386
1,185
15,931
Renato Giraldi retweeted

1
56
137
3,395