Maria da Conceição Tavares é uma espécie de mito delirante do instituto de economia da UFRJ. Muito culta, muito erudita, mas era muito berro pra pouco conteúdo. Defendeu a vida toda essa ladainha de "deterioração dos termos de troca", foi contra o plano Real, a favor dos planos Collor e Cruzado, enfim, uma biografia fortemente maculada por um acúmulo de erros claramente oriundos de afobações ideológicas. O estudante de economia médio da UFRJ, graduado ou não, não faz a menor ideia do que ela está falando, só compartilha porque ela parece uma Divah metendo a real em sabe-se lá quem ou o quê (provavelmente o neoliberalismo e tal), falava grosso e fumava em sala de aula numa época em que se fumava até em elevador. Penso que se ela não tivesse essa voz rouca, seria muito menos levada a sério.
"Se você não se prepocupa com a justiça social, com quem paga a conta, você não é um economista sério, você é um tecnocrata".
Em entrevista ao Roda Viva na década de 90, a professora e economista Maria da Conceição Tavares já detalhava uma realidade que segue presente no Brasil nos dias hoje: economistas que se preocupam com o crescimento de números, não com a realidade da população.