A pergunta que ninguém do sistema quer responder é simples:
Padilha é Ministro da Saúde ou representante comercial de farmacêuticas?
Quando contratos sob investigação do TCU envolvem empresas chinesas, quando surgem denúncias de possíveis prejuízos milionários aos cofres públicos e quando decisões estratégicas levantam mais perguntas do que respostas, o mínimo que a população merece é transparência.
Mas transparência virou artigo de luxo em Brasília.
O que deveria ser uma explicação pública imediata acaba soterrado por burocracia, silêncio e narrativas cuidadosamente construídas para evitar questionamentos.
O brasileiro paga a conta.
Os contribuintes assumem os riscos.
E os responsáveis parecem não dever satisfação a ninguém.
A saúde pública não pode ser transformada em balcão de negócios.
Não pode servir a interesses de governos estrangeiros.
Não pode servir a interesses de laboratórios.
Não pode servir a grupos econômicos.
Tem que servir ao povo brasileiro.
Se os contratos são regulares, que mostrem.
Se as decisões foram técnicas, que expliquem.
Se não existe conflito de interesses, que comprovem.
Quem administra bilhões em recursos públicos não pode pedir confiança cega.
Tem obrigação de prestar contas.
Porque toda vez que alguém diz que questionar é proibido, que investigar é perigoso ou que perguntar é conspirar, é justamente aí que a sociedade deveria perguntar mais alto.
Afinal, quando o assunto envolve bilhões de reais, contratos internacionais, farmacêuticas e o Ministério da Saúde, a desconfiança não é um problema.
É um dever cívico.