A mulher que construiu o ChatGPT saiu da OpenAI, ficou em silêncio por um ano, e o que ela acabou de lançar pode mudar pra sempre como você usa IA no dia a dia.
Mira Murati não fundou mais um chatbot. Ela foi atrás do problema que nenhum lab quis resolver: toda IA que existe hoje funciona por turnos. Você digita, espera. O modelo responde, espera. É tentar resolver uma crise por e-mail quando você poderia estar na mesma sala que a pessoa.
O que a Thinking Machines lançou hoje acaba com isso.
O modelo ouve, vê, fala, pensa e age ao mesmo tempo. Não é um pipeline costurado de componentes. É o modelo em si que foi treinado do zero pra funcionar assim.
→ Latência de 0,40s por turno. O padrão da indústria é 1 a 2 segundos.
→ Micro-turnos de 200ms intercalando input e output sem parar
→ Faz busca, usa ferramentas e gera interface enquanto conversa com você
→ Percebe quando você hesita e intervém antes de você pedir
→ Tradução simultânea em tempo real com as duas partes falando
A equipe: Mira Murati como CEO (ex-CTO da OpenAI), Soumith Chintala como CTO (criador do PyTorch), e contratações recentes da Meta em percepção multimodal.
O ponto técnico que vale gravar: eles citam o "bitter lesson" do Rich Sutton. Interatividade construída por componente externo sempre vai perder pra interatividade nativa ao modelo. Escalar o modelo o torna mais inteligente e mais colaborativo ao mesmo tempo.
822 mil visualizações em 4 horas. a16z comentando. Brasil dormindo.
Toda IA que você usa hoje vai parecer e-mail dentro de dois anos. E quem largou na frente dessa corrida não foi OpenAI, Google nem Anthropic.
Foi a empresa da mulher que eles deixaram sair.
People talk, listen, watch, think, and collaborate at the same time, in real time. We've designed an AI that works with people the same way.
We share our approach, early results, and a quick look at our model in action.
thinkingmachines.ai/blog/int…