Elon Musk é o Visconde de Mauá brasileiro que deu certo pois vive num país de mentalidade empreendedora.
No Brasil, o lobby e a reserva de mercado fizeram naufragar o cara que falava em trens ainda no início do séc. XX.
Nos EUA o Estado foi o 1º cliente da SpaceX.
Elon Musk fundou a SpaceX em 2002. Vinte e poucos anos depois, a empresa domina o mercado global de lançamentos, leva astronauta para a órbita e opera milhares de satélites. Virou uma das companhias mais valiosas do mundo.
Agora pense no que aconteceria com um Musk brasileiro.
Antes de desenhar o primeiro foguete, ele já estaria contratando advogado tributarista. O capital para um projeto de dez anos de maturação simplesmente não existe aqui: com juro real entre os mais altos do planeta, qualquer investidor racional prefere título público a apostar em engenharia. O crédito que sobra é caro, curto e exige garantia que uma startup de tecnologia não tem.
Se mesmo assim a empresa nascesse e desse certo, o sucesso viraria problema. Crescer no Brasil significa atrair fiscalização, autuação e a suspeita permanente de que algo está errado. O empreendedor passa a gastar mais energia se defendendo do próprio país do que competindo com o resto do mundo.
E olha que nem falamos do detalhe mais incômodo: a SpaceX só decolou porque o governo americano foi seu primeiro cliente.